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Nanotubos goianos revolucionam guerra contra ferrugem que devasta soja

Pesquisadores goianos apostam na nanotecnologia para combater o problema. Nanotubos de carbono, testados com sucesso em laboratório, protegem as plantas e avançam para testes de campo, prometendo uma solução viável em poucos anos.
(Foto: Enio

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O Brasil colhe cerca de 170 milhões de toneladas de soja por safra, com Goiás destacando-se na produção agrícola ao gerar R$ 38,9 bilhões em valor bruto. No entanto, a ferrugem asiática ameaça o setor, podendo destruir até 90% das plantações com suas manchas avermelhadas nas folhas – nome inspirado na origem do fungo na Ásia, assim como da própria soja.

Pesquisadores goianos apostam na nanotecnologia para combater o problema. Nanotubos de carbono, testados com sucesso em laboratório, protegem as plantas e avançam para testes de campo, prometendo uma solução viável em poucos anos.

José Ricardo Caixeta, presidente da Agrodefesa, alerta: “A ferrugem asiática é uma das doenças mais severas da soja. Começa nas folhas, atinge o caule, causa queda de produção e pode matar a planta. Espalha-se rápido, gera prejuízos enormes e exige fungicidas caros. Em casos graves, perdas chegam a 90%”.

Nelmício Furtado, professor de agronomia da Universidade de Rio Verde (UniRV), debate a origem da praga no Brasil: “Não há consenso. Apesar de protocolos em aviões e navios, o fluxo de mercadorias da Ásia pode ter facilitado. Medidas do Ministério da Agricultura existem, mas a entrada exata é mistério”. Caixeta suspeita de materiais genéticos irregulares, sem higienização.

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Prevenção e monitoramento

O controle inicia com cadastro das áreas na Agrodefesa. O vazio sanitário, de três meses sem soja, é essencial: “A partir de 28 de junho, limpe tudo. Restos culturais viram hospedeiros e contaminam a próxima safra”, explica Caixeta. Isso reduziu fungicidas, mas o mapeamento completo ainda é desafio. “Produtores têm 10-15 dias pós-semeadura para cadastrar 100% das áreas, viabilizando vigilância ativa e passiva”.

Solução promissora com nanotecnologia

Furtado detalha a inovação: “Inserimos nutrientes nos nanotubos, que aderem às folhas e liberam compostos gradualmente. Agora, encapsulamos fungicidas para maior durabilidade, eficiência e menos aplicações”. Resultados laboratoriais impressionam; no campo, iniciais superam métodos tradicionais, apesar de variáveis como estresse e pragas.

“Precisamos de mais testes em variedades e regiões. Em cinco anos totais, com dois restantes, poderemos aplicar comercialmente em áreas modelo”, projeta o pesquisador, vislumbrando corte de custos e perdas.

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