Conforme o Código de Direito Canônico, o conjunto de leis que regula a Igreja Católica, um padre precisa se destacar em quatro áreas para poder expulsar o Satã do corpo das pessoas. É preciso ter piedade, integridade, prudência e sabedoria (doutorado em teologia, por exemplo, é desejável). Outras virtudes bem-vindas são coragem, paciência e tenacidade. Na prática, um padre só se torna exorcista se for indicado pelo seu bispo – freiras e leigos não podem ser ordenados, por exemplo.
Na cidade de Nova América no Vale do São Patrício, há o padre José Maria de Freitas, que é exorcista e está na região há alguns anos atendendo pessoas de vários lugares do Estado e também fora.
Os atendimentos individuais dos fiéis começam a partir das 08h00, em uma sala na secretaria da paróquia, ao lado da Igreja Santa Maria Mãe e nesses atendimentos são realizadas confissões e exorcismo se necessário. As 15h00 o padre vai para a igreja, e começa o terço da misericórdia, testemunhos, e logo após, o exorcismo, imposição de mãos e Santa Missa. Mesmo sendo às sextas-feiras, e em horário comercial, a igreja está sempre cheia.
Padres exorcistas são bem raros no Brasil. Possessões demoníacas existem, mas são raras. O que vemos por aí é puro sensacionalismo”, diz Dom Pedro Cipollini. Ao contrário do que acontece nas igrejas neo pentecostais, as sessões de expurgo na tradição católica são encaradas como última opção de tratamento – antes de começar, por exemplo, é preciso eliminar a possibilidade de doenças mentais ou físicas. O processo pode demorar vários meses – um dos trabalhos do padre Armoth durou 22 anos – e os acontecimentos não costumam ser espetaculares, como é comum encontrar nos canais de TV madrugada adentro. Por isso, é difícil encontrar um exorcista católico por aí.






































