Uma operação conjunta da Polícia Civil (PC) através da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) e da Receita Estadual desarticularam um esquema de fraude fiscal que movimentou R$ 250 milhões em Goiás. O grupo, composto por empresários e contadores, criou empresas de fachada para sonegar impostos e ocultar patrimônio. A operação foi denominada Straw Man.
Três mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão foram cumpridos em Goiânia e Uruana no Vale do São Patrício. O empresário dono de um atacadista de materiais de construção, um técnico em contabilidade e um vaqueiro usado como laranja foram detidos. Eles não tiveram os nomes divulgados, razão pela qual nossa reportagem não localizou as defesas dos mesmos.
O esquema funcionava com a criação de empresas sem capacidade financeira, que registravam notas fiscais e geravam “créditos podres”. Quando a Receita Estadual bloqueava uma dessas firmas, outra era aberta em nome de laranjas, permitindo a continuidade da fraude.

Segundo a Secretaria de Economia, o grupo deixou uma dívida ativa de R$ 17 milhões em ICMS e foi identificado faturamento irregular de R$ 250 milhões entre 2021 e 2025. Os detidos poderão responder por associação criminosa, falsidade ideológica, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A operação continua para alcançar outras empresas suspeitas de atuar como “noteiras”.
Na ocasião da audiência de custódia o Poder Judiciário manteve a prisão temporária do empresário, mas conforme apurado pela nossa reportagem a defesa protocolou pedido que aguarda análise da Justiça.
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