A Operação Ressurreição, conjunta entre a Polícia Militar (PM) e a Polícia Federal (PF), prendeu, nesta quinta-feira (13), um suspeito de fraudar um atestado de óbito em seu nome para suspender mandados de prisão contra ele e continuar atuando no tráfico de drogas.
Anilson Ricardo Nerys, conhecido como “Rei” foi preso no estado de Rondônia quando a PF cumpria mandados de prisão e busca e apreensão. A mulher dele, Liamar Maria Aparecida Nerys, também foi detida no prédio em que morava, localizado na região do Setor Eldorado, em Goiânia. Ela é suspeita de lavar dinheiro do tráfico abrindo empresas na capital.

Em Rondônia, o suspeito usava outro nome, continuava atuando no tráfico de drogas e recebendo o apoio da esposa, que seria comandante do tráfico em Goiânia.
Histórico criminal
Anilson Ricardo Nerys tem 40 anos e é considerado um dos principais traficantes do Brasil. Contra ele, existem pelo menos quatro mandados de prisão em aberto e duas fugas de presídios registradas pela polícia.
Em 2019, foragido da justiça brasileira, ele foi preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e expulso do país pelas autoridades bolivarianas. Após a expulsão, foi entregue à PF em Corumbá (MS). Segundo a Polícia Militar de Goiás (PM-GO), o suspeito é líder de uma facção criminosa.
Anilson criou o atestato de óbito falso e vivia com os dados de outra pessoa, em Rondônia. De acordo com a PF, ao longo dos últimos meses o acusado comprou inúmeros veículos caros e um imóvel residencial, na área nobre de Porto Velho, avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão.
Rei é condenado pelos crimes de furto qualificado, homicídio, extorsão qualificada, tráfico de drogas e associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e uso de documento falso. Já a esposa, Liamar Maria Aparecida Nerys, possui registro criminal pela prática dos crimes de receptação, tráfico de drogas e associação para o tráfico, após deixar a prisão.
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