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Operação Decantação: PF identifica 91 contratos fraudados da Saneago e pagamento de R$ 3 milhões em propina

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A Polícia Federal identificou 91 contratos fraudados na Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) entre 2012 e 2018 e apontou que um engenheiro que presta apoio técnico à estatal recebeu R$ 3 milhões em propina no período. O funcionário é um dos três alvos da 3ª Operação Decantação e foi preso nesta quinta-feira (4).

O engenheiro, identificado como José Vicente da Silva Júnior, é ex-membro da comissão de licitações da empresa. Além dele, também foi preso Elvis Presley Mendanha, servidor da empresa e ex-pregoeiro da comissão de licitação. O empresário Eduardo Henrique de Deus também teve mandado de prisão determinado, mas está foragido.

A Saneago informou, por meio de nota, que “tem priorizado a implantação das melhores práticas de governança e compliance, para garantir a lisura em todos os processos da Companhia, incluindo a realização de auditoria especial em um conjunto de processos relacionados ao período investigado”.

A empresa disse que Elvis Presley era comissionado do estado e foi devolvido à Secretaria de Administração para ser exonerado. Com relação ao engenheiro José Vicente da Silva Júnior, serão abertos os procedimentos administrativos cabíveis.

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De acordo com a PF, foram fraudados 83 editais na modalidade de dispensa de licitação e oito na modalidade de carta convite. “Como esses servidores agiam livremente na Saneago, acreditamos que todos os contratos são fraudados. A contratação das empresas era a menos vantajosa para o estado”, disse o delegado Charles Gonçalves.

O engenheiro é apontado como sócio oculto de algumas das empresas de fachada. Ainda segundo o delegado, em alguns casos, quatro empresas diferente eram registradas no mesmo endereço.

“Mesmo já sendo investigadas desde a primeira fase, as empresas seguiam atuando e participando de licitações”, afirmou.

A Polícia Federal identificou que o grupo também começou a fraudar licitações também fora da Saneago. “O empresário e um dos servidores fraudaram a licitação de um parque ecológico no valor de R$ 1,5 milhão. Foi pago R$ 20 mil ao funcionário público”, completou Lemes.

Em outras fases, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador José Eliton e chegou a prender ex-gestores da estatal, além de pessoas que seriam sócias de empresas favorecidas pelo esquema. Todas foram soltas dias depois por determinação da Justiça.

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G1

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