Nesta quarta-feira (14), dezoito homens foram presos suspeitos de participarem de uma facção criminosa responsável por homicídios, tráfico de drogas e roubos em Goiás. Também foram cumpridos 40 mandados de prisão contra pessoas que já estão em presídios, pois, segundo a Polícia Civil, os crimes eram ordenados de dentro das cadeias. Entre as mortes atribuídas ao grupo está o assassinato, por engano, de um homem dentro de um hospital em Jataí.
“É uma facção criminosa extremamente articulada e nessa operação desarticulamos um dos núcleos. Até o momento conseguimos identificar seis homicídios cometidos por eles, mas o caso também vai ser encaminhado à delegacia de homicídios para identificar outros possíveis assassinatos”, disse o delegado João Victor Costa, responsável pelo trabalho.
A Operação Inimigos do Rei, como foi batizada, visa cumprir 66 mandados de prisão em Goiás e mais seis estados. As investigações duraram cinco meses. Durante esse tempo, a polícia conseguiu interceptar áudios nos quais os homens referem-se uns aos outros com o nome de jogadores de futebol para tentar despistar a corporação.
Segundo a polícia, a maioria das mortes foi motivada pela disputa com facções rivais. Porém, em alguns casos, aconteceu o que era chamado “baixa de guerra”.
“São quando morrem pessoas inocentes. Um dos casos foi o de um homem que foi levar a esposa para dar à luz em um hospital de Jataí e acabou morrendo por engano, porque ele se parecia fisicamente com um membro rival”, explicou o delegado Douglas Pedrosa, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Em Goiás, segundo a investigação, o principal líder do grupo comandava os crimes de dentro da cadeia usando celular. Ele cumpre pena por tráfico de drogas na Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia. A polícia acredita que o detento usa um nome falso, mesmo já tendo sido condenado, e trabalha agora para conseguir obter o verdadeiro nome.
Entre os suspeitos que estavam em liberdade e foram presos estão responsáveis por matar rivais, por roubo a bancos e administração de bocas de fumo. “Com essas prisões, indiretamente, diminuímos a quantidade desse tipo de crime”, completou Costa.
A identidade dos detidos não foi divulgada pela polícia. Durante a apresentação à imprensa nesta quarta-feira (14), eles não quiseram se pronunciar.
Os presos vão responder por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, homicídios e roubo. Segundo a polícia, os investigados que já estavam presos foram encaminhados para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), onde ficam isolados.











































