O Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 49 pessoas trabalhando em situação semelhante a trabalho escravo em uma plantação de milho em Santa Bárbara de Goiás. O grupo não tinha água suficiente para beber durante a jornada, precisava fazer as necessidades no meio do mato e estava dormindo em quartos sem ventilação.
Os resgatados chegavam a trabalhar 12 horas colhendo palhas de milho para fazer cigarros. Os trabalhadores saíram dos estados do Maranhão, São Paulo e Minas Gerais. Eles foram contratados por uma empresa da cidade de Sales Houve a tentativa de contato com a empresa Palhas Fonseca, responsável pela contratação dos trabalhadores, mas não teve retorno.
A operação teve apoio do Ministério Público do Trabalho e Polícia Rodoviária Federal. “Os resgatados não recebiam equipamentos adequados de proteção individual, não dispunham de instalações sanitárias, sem água suficiente no local de trabalho, laborando em jornadas extenuantes de até 12 horas por dia, além de várias outras irregularidades constatadas”, disse Roberto Mendes, auditor fiscal do trabalho.
O local onde eles dormiam, em Trindade, não tinha roupa de cama, os quartos não tinham janelas para ventilação e local adequado para preparo de refeições e lavagem de roupas.
Após o resgate, a empresa foi obrigada a pagar os direitos trabalhistas, em que ultrapassam R$ 400 mil. Além disso, as 49 pessoas resgatadas vão receber três parcelas do seguro desemprego.
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