A expansão da consciência do ser é tarefa vital demais para ser deixada para trás. Abandonar o projeto de autodesenvolvimento pelas aquisições materiais externas é trocar o caminho certo pelo duvidoso. Há pessoas que buscam a realização externa, mas somente aquele com plenitude e satisfação interior consegue ter a sustentação da felicidade.
Felicidade como limites pessoais, cuja expansão representa a obtenção de maior capacidade de enfrentamento das situações cotidianas, assim como das extraordinárias. Todavia, como nos ensina o mestre Nazareno em sua parábola dos talentos, será dado mais para aquele que mais fizer. O talento não como algo definitivo, mas como a prova do esforço do indivíduo em se alinhar com as vontades superiores.
Para Jesus, realizar a caridade e o propósito de vida com paixão é obter tanto os reconhecimentos externos, quanto da própria pessoa. Não seria a consciência do ser legítimo tribunal interior? Estar de bem com a sua consciência não seria riqueza suficiente para trazer satisfação íntima?
Mas, expandir a consciência e o aparato de conhecimentos e habilidades práticas requer esforço e dedicação. As longas jornadas pedem disciplina e motivação para que as adversidades não atrapalhem. Mais que o contentamento com pouco, o trabalho para as boas-aventuranças do universo. Buscar as riquezas maiores e com duração que vai além da vida encarnada é o que faz Carl Jung dizer que “a vida é uma pausa luminosa entre dois grandes mistérios que contudo são um”.
Paulo Hayashi Jr. é Doutor em Administração pela UFRGS. Professor e pesquisador da Unicamp.
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