Um pastor e 34 pessoas foram presas em uma operação policial realizada em Nilópolis, Baixada Fluminense, sob acusação de comandar uma quadrilha que aplicava o chamado “golpe da oração”. O esquema funcionava como um call center estruturado, onde atendentes seguiam roteiros e metas para abordar vítimas por telefone, oferecendo orações personalizadas geradas por um aplicativo de inteligência artificial (IA), mediante pagamento médio de R$ 50 por oração.
As vítimas eram atraídas principalmente pelas redes sociais, onde o pastor líder fazia postagens incentivando fiéis a buscarem as orações prometidas como milagres e curas. Após aceitar a oferta, as pessoas realizavam pagamentos por PIX ou boleto bancário, direcionados principalmente à esposa do pastor. A quadrilha movimentou cerca de R$ 3 milhões em um ano, segundo as investigações da Polícia Civil de Nilópolis, que continua a apurar outros envolvidos no esquema.
O grupo tinha metas diárias de ligações e lucro, e as orações eram adaptadas pelas atendentes de acordo com os problemas relatados pelos fiéis, tais como doenças, dificuldades financeiras ou familiares. A operação resultou na prisão dos envolvidos, que responderão por estelionato e associação criminosa, e a polícia chama as vítimas para registrarem ocorrências, fundamentais para o andamento das investigações.
Esse caso revela um golpe sofisticado que usava tecnologia de IA para enganar pessoas em busca de esperança e fé, transformando a religiosidade em um esquema criminoso altamente lucrativo.
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