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Plantão Policial

PC conclui inquérito e pede prisão do coronel da PM suspeito de matar engenheiro

O crime aconteceu no dia 16 de abril em Aparecida de Goiânia. O suspeito entrou com recurso contra prisão no TJGO.

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A Polícia Civil (PC) concluiu na quarta-feira (18), o inquérito que envolve a morte do engenheiro Erceli Miguel Pinto. Ele foi assassinado a tiros na porta de casa no dia 16 de abril de 2022, na Vila Brasília em Aparecida de Goiânia.

O coronel da reserva da Polícia Militar Clóvis de Sousa e Silva de 62 anos, confessou o homicídio. Uma câmera de segurança também registrou o fato. Foi solicitada a prisão, mas o PM entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).

Conforme as investigações, o crime aconteceu após uma briga que envolvia a construção de uma casa. Erceli Miguel foi contratado para executar os serviços, mas teriam ficado algumas pendências. Uma câmera de segurança da rua registrou o momento em que os dois se encontram na rua. A vítima saia para comprar pão. É possível ver que houve uma discussão e aí Clóvis sacou uma arma e atirou no pescoço do engenheiro. O suspeito saiu e Erceli ficou caído sangrando.

Os filhos do engenheiro, um casal de gêmeos de 16 anos, encontraram o pai agonizando, mas ainda vivo. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ele não resistiu e morreu ainda no local do crime.

 

Autor apresenta após o crime

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Em depoimento, o coronel da reserva da PM disse que logo após o crime teria andado, desorientado, e jogado a arma próximo ao Terminal Padre Pelágio. Ele chegou a se apresentar na Corregedoria da Polícia Militar, mas o crime não envolvia o exercício da profissão em seguida, compareceu a uma delegacia onde confessou o homicídio.

Inicialmente ele afirmou que teria encontrado com Erceli por acaso no sábado, enquanto fazia caminhada, e cobrado o serviço. Os dois teriam se desentendido, e foi quando o PM reformado sacou a arma. Porém, ele disse à polícia que atirou para cima, mas acabou acertando o engenheiro no pescoço. Como não houve flagrante, ele não foi preso.

 

Viúva diz que suspeito tinha fama de brigão

A viúva de Ercelei, Kelly Brito de 38 anos, com quem era casado há 16 anos, disse que a situação que culminou na morte de seu marido teve início em 2020, quando ele decidiu pegar, mesmo contra sua vontade, a demanda da construção de uma casa para o coronel.

“Ele estava tendo pouco serviço, por causa da pandemia. Daí teve um dia em que ele orou e pediu pra Deus mandar trabalho. Então ele encontrou o coronel na pista de caminhada, que fez a proposta da construção de uma casa para o filho, que também é policial”. De acordo com a autônoma, o receio de Erceli decorria da fama de personalidade difícil do militar reformado, que teria o costume de judicializar as obras que contratava. “Ele tinha fama de brigão. Muito engenheiro recusava pegar serviço com ele.

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Kelly explicou que o serviço contratado era a construção de uma casa popular. No entanto, ao longo dos procedimentos de aquisição de material e construção do imóvel, exigências que estariam além do combinado começaram a surgir. Segundo a mulher, os contratantes da obra teriam começado a pedir itens usados normalmente em casas de alto padrão. Diante da recusa do engenheiro de sair fora do contratado, conforme a autônoma, as ameaças tiveram início.

O coronel teria recebido, inclusive, uma foto de Kelly e dito a Erceli: “Já sei quem é sua esposa”. “Nada ele ficava satisfeito, ele nunca estava satisfeito. Ele processou o Erceli e o ameaçou na frente dos advogados”, recorda Kelly. Com OP

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