A Polícia Civil de Goiás cumpriu mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (29), em investigação que apura os crimes de injúria racial e ameaça, contra a funcionária de um edifício residencial, em Goiânia. As diligências foram realizadas no apartamento de um morador do prédio, no Jardim Goiás, suspeito de proferir ofensas contra a mulher. No local, foram encontradas e apreendidas quatro armas de fogo.
O caso que repercussão nas redes sociais, aconteceu no dia 18 de abril deste ano, em um condomínio de luxo. Na ocasião, o indivíduo foi filmado chamando a vítima, que trabalha na portaria, de macaca e chimpanzé. Segundo a apuração, os xingamentos teriam sido motivados por um desentendimento, depois que a funcionária impediu a entrada do morador no prédio, sem que o mesmo se identificasse.
“Quando a gente teve acesso ao vídeo, ele próprio afirmava que possuía arma de fogo. Pelo comportamento dele, bastante explosivo, a gente achou por bem representar no Poder Judiciário pela busca e apreensão para checar se realmente existia arma lá e trazer mais tranquilidade aos moradores e funcionários do prédio”, informou o delegado Gil Bathaus, responsável pela investigação.
As armas de fogo apreendidas na residência estavam armazenadas em um cofre. O homem não estava no local durante a ação policial. “Lá estava a filha dele e a sogra. Elas informaram que as armas pertencem ao investigado, tanto que elas nem tinham a senha do cofre, tiveram que entrar em contato com a mãe ou o pai para pegar a senha e abri-lo. Ele tinha as quatro armas, de calibre baixo”, explicou.

Além das diligências no condomínio do indivíduo, na capital, a Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT), em apoio à operação, também cumpriu mandado de busca e apreensão na propriedade rural do homem, no município de Cocalinho (MT). “Ele é proprietário da fazenda lá e a gente recebeu, durante as investigações, uma foto onde ele estaria nessa fazenda, junto com outro rapaz e portando arma de fogo”.
O caso segue sendo apurado pela 8ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) de Goiânia. Ainda de acordo com o delegado, as armas e documentos apreendidos no local estão sendo analisados. Caso os equipamentos não sejam registrados, o suspeito também responderá pelo crime.
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