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PC realiza prisão de advogado suspeito de incendiar Fórum de Itapaci

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A Polícia Civil (PC), através da 10ª Delegacia Regional, realizou o cumprimento do mandado de prisão temporária do advogado Enes Borges de Mendonça, suspeito da prática dos crimes de incêndio, inutilização de documentos, roubo e tentativa de homicídio, previstos, respectivamente, nos artigos 250, 337, 157 e 121 c/c art. 14, inc. II, todos do Código Penal.

Conforme a PC, no dia 09 de agosto de 2017, o Fórum da Comarca de Itapaci foi invadido por quatro indivíduos armados, que renderam o segurança e atearam fogo no cartório do crime. Além disso, subtraíram a arma de fogo do vigia e o deixaram amarrado próximo as labaredas, assumindo o risco da morte da vítima.

A PC iniciou imediatamente diligências no intuito de descobrir a autoria e motivação delitiva. Conforme a polícia, já no início das investigações, suspeito, então advogado Enes Borges de Mendonca começou a figurar como investigado em razão dos vários processos criminais que tramitam na Comarca em seu desfavor, sendo eles tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, coação no curso do processo, supressão de documento, desacato e ameaça.

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Um dos coautores do crime, no último dia 7 de maio, procurou a PC espontaneamente e confessou em detalhes a prática dos crimes e confirmou ter sido Enes o autor intelectual e também um dos executores da ação. Na ocasião, afirmou que outros dois familiares participaram da empreitada criminosa, ambos já identificados pela PC, sendo um deles, Paulo Henrique Braga Maranhão, genro de Enes que foi preso temporariamente no dia 13 de maio de 2019 e o outro, Juatan Alves Borges, ainda encontra-se foragido.

A PC sustenta que no dia seguinte à colaboração de um de seus familiares, Enes Borges de Mendonça tomou conhecimento da declaração e empreendeu fuga da cidade de Anápolis e no dia 21 de maio, apresentou perante o Delegado responsável pelo caso na DIH, ocasião em que foi dado cumprimento ao mandado de prisão temporária expedido pela Comarca de Itapaci. O suspeito ao ser interrogado, alegou ter problemas de saúde, o que inviabilizou a colheita do termo. A Polícia Civil trabalha agora para localizar o último foragido e concluir o inquérito policial.

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