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Plantão Policial

PC realiza prisão de três suspeitos de golpe em casa lotérica na Bahia

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A Polícia Civil (PC) realizou a prisão de três pessoas em Goiás acusadas de aplicar golpe em uma casa lotérica da Bahia. Conforme a PC, o crime consistia em um deles se passar por gerente da instituição e entrar em contato com atendente por mensagem de aplicativo, informando que um técnico de TI da Caixa Econômica Federal (CEF) vai entrar em contato para realizar atualizações no sistema.

Na sequência, o suposto técnico entra em contato com o mesmo atendente, contando que teria atualizações remotas. E, precisava testar se as atualizações foram feitas. Nesse momento, pede para que sejam realizadas diversas transações (depósitos, transferências e pagamentos de boletos). Para enganar o funcionário, alega ser uma simulação, porém as transações eram totalmente reais.

E, para que o atendente não percebesse imediatamente o golpe, solicita que os equipamentos sejam desligados e religados somente depois de 15 minutos. Esse tempo, segundo as investigações, era suficiente para que os valores depositados e transferidos, geralmente para contas de laranjas, fossem sacados ou até mesmo pulverizados em outras contas. O que impede a recuperação.

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Com esse golpe, em um único estabelecimento, o prejuízo foi de mais de R$ 63 mil. A ação em Goiás foi realizada pelos policiais do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GREF/DEIC).

 

Parceria

A equipe de policiais civis goianos já vinha investigando um grupo que atuava desse mesmo jeito em Goiás e, após uma troca de informações com a Polícia Civil da Bahia (PC-BA), conseguiu confirmar a participação de alguns deles no crime que vitimou a casa lotérica baiana.

Três supostos envolvidos foram presos em flagrante na última quarta-feira (21), sendo eles um agenciador de contas bancárias e dois laranjas que emprestaram as contas para recebimentos dos valores produto do crime.

Conforme a polícia, pelo menos outros 13 suspeitos já foram identificados, e depois da instauração do inquérito policial, novas prisões podem ocorrer a qualquer momento. Além disso, os três detidos já tiveram as prisões convertidas em prisões preventivas. Todos foram levados para a Casa de Prisão Provisória.

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