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SAÚDE

Pênis torto é normal? Entenda quando a curvatura exige atenção médica

Condição é comum entre homens e, na maioria dos casos, não representa risco à saúde, mas especialistas alertam para sinais que não devem ser ignorados
Foto: Freepik

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Ter o pênis torto é uma dúvida frequente entre muitos homens e, na maioria das vezes, não indica nenhum problema de saúde. A curvatura pode ser leve, surgir ainda na adolescência e não causar dor nem dificuldade durante a relação sexual. Nesses casos, a condição é considerada normal e não exige tratamento.

Curvatura no pênis é comum, mas pode indicar problema em alguns casos

De acordo com especialistas, o pênis pode apresentar curvatura para cima, para baixo ou para os lados. Essa alteração pode ser congênita — quando o homem já nasce com a curvatura — ou estar relacionada a diferenças no desenvolvimento dos corpos cavernosos, estruturas internas responsáveis pela ereção. Em geral, quando não há dor ou prejuízo à vida sexual, não há motivo para preocupação.

O alerta surge quando a curvatura aparece de forma repentina na vida adulta, vem acompanhada de dor durante a ereção, dificulta a penetração ou afeta a autoestima. Nessas situações, a orientação é procurar um urologista para avaliação detalhada. Um dos diagnósticos possíveis é a doença de Peyronie, caracterizada pela formação de placas fibrosas que provocam deformidade no órgão.

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Apesar do impacto visual e emocional, a maioria dos casos tem tratamento. As opções variam desde acompanhamento clínico e uso de medicamentos até procedimentos cirúrgicos, indicados apenas em situações mais graves. O diagnóstico precoce aumenta as chances de controle do problema e de preservação da qualidade de vida.
Antes de mais nada, a doença de Peyronie (DP) representa uma condição urológica de alta prevalência, atingindo entre 6% a 20,3% da população masculina, embora seja subdiagnosticada. A faixa etária predominante situa-se entre 40 e 70 anos, conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia, com incidência significativamente maior em pacientes com comorbidades como disfunção erétil e diabetes mellitus. Há uma preocupação crescente com a condição que, além das implicações funcionais, apresenta significativo impacto psicossocial.

Micael Silva/ O Hoje

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