O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna afirmou que a estatal não irá atuar para segurar os preços dos combustíveis no país, mesmo em meio a um período de valores elevados que pressionam a inflação e o orçamento dos brasileiros.
Conforme Silva e Luna, tal medida poderia provocar o desabastecimento dos combustíveis nos postos. “Se o preço for praticado artificialmente vai haver desabastecimento no mercado. Isso é uma coisa grave e séria que a gente tem que estar atento. Os valores precisam permitir que haja a importação do combustível”, apontou.
Na prática, se os preços do petróleo ou do câmbio tiverem novas altas estruturais, a Petrobras irá reajustar os preços de gasolina e diesel para manter sua política de seguir a paridade com as cotações globais, apesar de pressões contrárias de parte da sociedade.
O presidente afastou ainda a possibilidade de mudar a política de preços da companhia, destacando que Brasil não tem como evitar uma política de preços que acompanhe a cotação internacional do petróleo porque a importação do produto é responsável por cerca de 30% da gasolina e do diesel comercializados no país.
A Petrobras promoveu na última semana um reajuste no preço do diesel de cerca de 9%, e com altas anteriores o combustível nas refinarias da empresa acumula aumento de mais de 50% no ano, assim como a gasolina, gerando manifestações de políticos para que a petroleira estatal tenha uma “função social” de aliviar a inflação.
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