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PM de folga prende suspeito de estuprar pelo menos sete mulheres

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Um homem foi preso na manhã de hoje (14) em Trindade, suspeito de estuprar pelo menos sete mulheres na Região Metropolitana de Goiânia. A prisão aconteceu quando o primeiro-tenente da Polícia Militar Eliel de Paiva, do 40º Batalhão de Trindade, estava saindo do serviço e se deparou com Jacó Silva do Nascimento, de 32 anos, próximo à casa de uma das vítimas.

Conforme a Polícia Militar (PM), o suspeito agia sempre da mesma forma com as vítimas: jovens eram ameaçadas com uma arma de fogo e levadas, de moto, a uma casa abandonada no setor Fonte das Águas, em Goiânia. Após serem violentadas, as mulheres ainda eram obrigadas a informar o local onde moravam e o homem, na sequência, as deixava em casa com a advertência de que iria monitorá-las e matá-las, caso elas o denunciassem.

O primeiro-tenente explica que vem investigando a ação de Jacó desde um estupro cometido há cerca de 40 dias na região onde ele atua. Paiva refez o percurso que o homem teria feito com as vítimas e conseguiu imagens de segurança e, através delas, identificou o número da placa e criou um retrato falado do suspeito.

Para tentar localizar Jacó, o PM começou então a monitorar a residência das vítimas e também a casa abandonada onde as mulheres eram violentadas. Na saída do serviço, de folga e sem farda para evitar levantar suspeitas, Paiva ainda passava nesses locais e foi assim que hoje ele reconheceu o suspeito. “Eu estava indo pra casa e ele passou por mim, mas eu já estava com ele na cabeça, então eu o abordei”, relata Paiva.

O homem foi amarrado com uma corda até a equipe da Polícia Militar chegar ao local. Jacó confessou o crime aos policiais e foi encaminhado a Delegacia Especializada e Atendimento à Mulher (Deam) de Trindade. Segundo a Polícia Civil, até o momento, cinco vítimas já foram a delegacia e reconheceram o homem como o autor do estupro.

Jornada de herói

A prisão do suspeito de estupro aconteceu após o primeiro-tenente sair de um serviço de 24 horas ininterruptos. Mesmo com o cansaço e dores físicas causadas pelo excesso de trabalho, Paiva não mediu esforços e hoje ainda deve cumprir mais horas de trabalho para finalizar a ocorrência. “Hoje eu tenho certeza que vou completar 36 horas de serviço. Já estou há 24 horas sem piscar o olho. Teve dois flagrantes na minha unidade, nós passamos a noite e o dia acordados”, conta.

Apesar da jornada excessiva, Paiva não reclama e diz que está fazendo apenas o seu dever de servir e proteger o cidadão. “O serviço da Polícia Militar é um sarcedócio, você tem que se entregar de alma e coração. Você tem que esquecer a dor de coluna, o peso do equipamento, tem que se entregar mesmo. É sol queimando o rosto, não tem horário para almoçar, para dormir, para tomar banho. Até agora não tomei um banho sequer. Mas o importante é o resultado, a sociedade espera isso de nós”, conclui o primeiro-tenente.

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