Dois policiais militares de Goiás foram afastados das ruas após o tiroteio que deixou Wendel Victor da Silva Pereira, de 21 anos, em estado grave. O incidente ocorreu na noite de 5 de janeiro de 2026, próximo ao Shopping Sul, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do DF, quando os agentes abordaram o veículo dos jovens. Wendel segue internado e intubado no Hospital Regional de Santa Maria, em Brasília, sem atualizações recentes sobre sua recuperação.
Os PMs cabo Ângelo Pereira Lopes e terceiro sargento Ramsés Matioli da Silva, à paisana em carro descaracterizado, suspeitaram de furtos em uma concessionária próxima e abordaram o grupo que saía de uma sessão de cinema. Segundo o boletim de ocorrência, o cabo disparou três vezes após o carro avançar em sua direção, enquanto o sargento não atirou; o motorista não possuía CNH. Um amigo da vítima relatou pane no carro e tiros imediatos, sem identificação clara inicial.
A Corregedoria da PMGO determinou o afastamento cautelar no dia 6 de janeiro, com abertura de inquéritos criminais e disciplinares. Os policiais registraram o BO e providenciaram socorro imediato ao perceberem o ferimento. A família acusa “atitude covarde” e pede justiça, destacando que Wendel participava de um passeio da igreja.
A Polícia Civil apura o caso sob sigilo na 2ª Delegacia de Valparaíso, com versões conflitantes: PMs alegam risco iminente após desobediência, enquanto testemunhas negam diálogo prévio. A defesa dos policiais não se manifestou até o momento. A opinião pública acompanha atentamente, com apelos por orações nas redes sociais.
Em nota, a Polícia Militar disse que os jovens desobedeceram à ordem dos PMs envolvidos e avançaram com o carro, por isso, os policiais realizaram os disparos.

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