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Porque feriados tendem a intensificar compulsões alimentares?

As compulsões alimentares estão muito ligadas à saúde mental e determinados fatores, como o calendário, destaca a neuropsicóloga, Dra. Leninha Wagner

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Períodos com quebras bruscas de rotina, em especial feriados mais prolongados, como a Páscoa, costumam modificar rotinas, aumentar estímulos alimentares e influenciar o comportamento. Essas mudanças podem favorecer episódios de compulsão, especialmente quando associadas a fatores emocionais e sociais.

Créditos: Dra. Leninha Wagner (IMF Press Global) Foto Ilustrativa (Reprodução/Freepik)18

De acordo com a neuropsicóloga, Dra. Leninha Wagner, o calendário tem impacto direto no comportamento alimentar, e quando ele está sofrendo influência de fatores emocionais esses impactos precisam ser vistos com mais atenção.

“As compulsões alimentares estão muito ligadas à saúde mental e determinados fatores, como o calendário, podem intensificar esse padrão”, afirma.

Mudança na rotina e no controle cognitivo
Feriados alteram horários e reduzem muito a previsibilidade do dia, o que pode diminuir o controle cognitivo sobre decisões alimentares. Com isso, o cérebro passa a priorizar algumas escolhas mais impulsivas.

“Quando a rotina muda, o cérebro tende a buscar recompensas rápidas, e isso pode aumentar o consumo automático”, explica a Dra. Leninha Wagner.

Em geral, as datas comemorativas também ativam memórias emocionais fortemente relacionadas à comida. E esse vínculo entre alimentos e emoções pode reforçar padrões de consumo que vão muito além da fome fisiológica.

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Sistema de recompensa cerebral
Alguns alimentos típicos desse período, especialmente os ricos em açúcares, estimulam a liberação de dopamina, contribuindo para aumentar a sensação de prazer e reforçando o comportamento repetitivo.

“Quanto mais estímulo de recompensa, maior a tendência de repetir o comportamento, principalmente em contextos festivos”, destaca.

Fatores sociais
Reuniões familiares e maior disponibilidade de alimentos também influenciam o consumo. A pressão social e o ambiente podem reduzir a percepção de saciedade. De acordo com a Dra. Leninha Wagner, observar esses padrões é muito importante.

“Entender o contexto emocional e social ajuda a desenvolver uma relação mais consciente com a alimentação”, conclui.

Dra. Leninha Wagner é PhD em neurociências, possui formação em neuropsicologia, é Doutora em psicologia, Mestre em psicanálise e Perita Judicial em Psicologia, fundadora da Substância Singular Psicologia Clínica, onde atende pacientes com necessidades psicológicas e emocionais, também atua na área de psicometria realizando testagem de QI, é palestrante e realiza consultorias particulares como mediadora de conflitos organizacionais.

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