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Preço de serviços bancários variam em até 300%, segundo pesquisa do Procon Goiás

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Pesquisa realizada pelo Procon Goiás divulgada hoje identificou que o preço de serviços bancários e de cartão de crédito tem variação de até 300% em Goiânia. Esse é o caso do saque em conta corrente quando realizado no guichê de atendimento pessoal e extrapola o limite de eventos disponíveis gratuitamente. A tarifa nesse caso varia de R$ 2,20 a R$ 8,80 entre os bancos. Por outro lado, o órgão informa que há custos que podem ser reduzidos e até mesmo zerados, mas que muitas vezes o consumidor desconhece.

Para mostrar essa variação e até mesmo o aumento médio anual nos valores, que chegou a 2,43%, o Procon visitou oito bancos na capital para verificar os preços máximos cobrados nas tarifas de conta corrente, poupança e cartão de crédito, que são os mesmos praticados em agências de todo o País. “Quando o consumidor abre uma conta não é de interesse do banco informar os direitos e há serviços que podem ser gratuitos”, alerta o gerente de Pesquisa e Cálculo do órgão, Gleidson Tomaz.

Ele explica que o consumidor não precisa aderir à tarifa de manutenção ou mesmo ao pacote de serviços que comumente são citados ao abrir uma conta. Alerta ainda que dependendo da movimentação que fizer na conta pode reduzir tarifas. “Se paga por serviço que não usa, pode ir até o banco e falar que não quer mais. Quando ultrapassa a quantidade de saques disponíveis, por exemplo, às vezes tem mais vantagem ao pagar individualmente do que contratar pacote”, indica.

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Valor máximo

Outro alerta para driblar as cobranças é conversar com o gerente para tentar não pagar o valor máximo e conhecer quais são as tarifas. Ao deixar de utilizar o caixa eletrônico, os terminais de autoatendimento (TAA), para utilizar os guichês de atendimento pessoal, a tarifa pode encarecer em até 100%, segundo o Procon. O órgão encontrou diferença de R$ 9 para R$ 18 na tarifa de transferência por meio de DOC/TED. “Idosos costumam fazer isso e o banco dobra o valor para que se priorize o autoatendimento”, destaca.

Outro exemplo citado pela pesquisa é que em um mesmo banco, enquanto a tarifa de saque cobrada no caixa eletrônico é de R$ 2, nos guichês de atendimento pessoal o valor vai para R$ 3, acréscimo de 50%.

As diferenças assustam, mas o gerente do Procon explica que há autorização do Banco Central para isso. Os valores são estabelecidos pelas próprias instituições financeiras (bancos, cooperativas de crédito, etc). “A exigência é que se o banco alterar o valor da tarifa só pode fazer em 180 dias após a última atualização.” Por outro lado, o consumidor deve ser previamente informado sobre os novos valores até 30 dias antes de sua vigência.

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“Na questão do pacote de serviços, se o consumidor perceber que o serviço gratuito é suficiente e tiver recusa do banco no cancelamento ou qualquer dificuldade, pode procurar o Procon”, diz ao pontuar que a pesquisa entre bancos também pode fazer diferença no preço pago e a nomenclatura dos serviços é a mesma, o que possibilita a busca por valores menores.

Para conhecer quais são as tarifas cobradas, é possível consultar os bancos, que são obrigados, inclusive, a disponibilizar aos clientes até o final de fevereiro de cada ano um extrato consolidado informando, mês a mês a mês, todas as tarifas e valores cobrados no ano anterior.

Tarifas variam em até 300%
 

OP

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