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Presos 12 suspeitos de integrar grupo que falsificava documentos de veículos em Goiânia

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Em Goiás a Polícia Civil realizou uma operação que prendeu 12 suspeitos de integrar um grupo que falsificava documentos para dar uma aparência de legalidade a veículos irregulares, em Goiás. Denominada Fictus, a operação também apreendeu R$ 86 mil em espécie e vários cheques na casa de um dos detidos, no Setor Jaó em Goiânia. A corporação apura se servidores do Detran-GO têm participação no esquema.

O grupo, formado por empresários e despachantes, também é investigado por agiotagem. Além dos mandados de prisão, outras três pessoas foram conduzidas coercitivamente (quando ela é obrigada a depor). Outros 19 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Fora a quantia em dinheiro, também foram recolhidos documentos falsos, uma arma e computadores.

“Eles agiam falsificando documentos para dar aparência de legal a veículos adulterados ou financiados, com medidas administrativas impostas pelo Detran, inclusive havia especialista em apagar o DUT [Documento Único de Transferência] para fazer a transferência com maior facilidade”, disse o delegado responsável pelo caso, João Victor Costa.

Os suspeitos foram detidos em Goiânia, Abadia de Goiás, Palmeiras de Goiás, Goianira, Barro Alto e Itumbiara.

 

Serviço por R$ 2,5 mil

A investigação começou há cerca de um ano, após a prisão de outras pessoas que denunciaram o esquema. Segundo o delegado, cada alteração de documento podia custar até R$ 2,5 mil. Ele explicou que ainda não foi possível mensurar a quantidade de veículos alterados nem quanto os envolvidos lucraram com o esquema e a agiotagem.

“Eles atuam de forma sistemática e um colabora com o outro. Grande parte dos investigados são suspeitos de agiotagem, o que com certeza dava mais rentabilidade ao grupo”, explicou.
As investigações continuam com o objetivo de identificar os servidores públicos suspeitos de participar do esquema.

“Muitos dos investigados eram solicitados por clientes para tirar a restrição de sinistro do veículo. Os suspeitos afirmavam que conheciam pessoas de dentro do Detran que cobram uma certa quantia para proceder a atividade”, afirmou Costa.

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