A Polícia Civil prendeu dois sócios de uma farmácia suspeitos de vender remédios de uso controlado sem receita, na Vila Regina, em Goiânia. Segundo a corporação, eles ainda simulavam a comercialização de medicamentos do Programa Farmácia Popular, que beneficia pessoas de baixa renda, e estavam de posse de mais de 50 cartões de diversas pessoas.
As prisões ocorreram na última sexta-feira (20), durante a 13ª etapa da Operação Tarja Preta. De acordo com o delegado Webert Leonardo, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), os suspeitos, de 33 e 39 anos, moravam no Pará e desenvolviam a mesma atividade por lá. Quando a fiscalização apertou, eles se mudaram para Goiânia, em novembro do ano passado, e continuaram a cometer irregularidades.
“Recebemos a informação de que essa farmácia estava vendendo remédios de uso controlado, de tarja preta, vermelha, tudo sem receita médica. Fomos até o local e, inicialmente, já identificamos que o estabelecimento não tinha alvará de funcionamento. Depois, constatamos que os sócios vendiam os medicamentos sem receitas, até fraudavam algumas delas, e ainda estocavam produtos na casa em que moravam, isso para não levantar suspeitas e ainda para favorecer a sonegação fiscal”, disse o delegado ao G1.
Leonardo explicou, ainda, que foram apreendidos cerca de 200 caixas de remédios de uso controlado, além dos cartões, com nomes de diversas pessoas, que possibilitam a compra de remédios a preços mais baixos pelo Farmácia Popular.
“Eles negaram qualquer irregularidade e disseram que estavam de posse desses cartões para entregar para os donos. Porém, identificamos que eles lançavam no sistema a venda desses remédios, mas não os entregavam, recebendo o subsídio do governo federal. Aí, quando essas pessoas realmente precisavam comprar os remédios, o sistema bloqueava”, relatou.
De acordo com o delegado, ainda não é possível afirmar a quantidade de dinheiro desviada com o golpe, mas a investigação continua no sentido de identificar outros envolvidos. “Eles negaram as irregularidades, depois disseram que receberam os cartões da Farmácia Popular de um fornecedor. O nosso desafio agora é entender como eles tinhas acesso a esses documentos, se eles eram verdadeiros ou clonados”, destacou.
Os sócios foram levados para a delegacia, onde prestaram depoimento e foram autuados pelos crimes de falsidade documental, crimes contra as relações de consumo e estelionato. Em seguida, foram colocados à disposição da Justiça. “Se condenados, eles podem pegar até 16 anos de prisão”, concluiu Leonardo.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, responsável pelo Programa Farmácia Popular, na tarde desta terça-feira (24), e aguarda um parecer sobre o caso.









































