Em comemoração ao Dia Mundial do Consumidor celebrado nesta quinta-feira (15), o Procon Goiás divulga uma pesquisa inédita que avalia o comportamento do consumidor goiano durante e após as compras e constata que 71% disseram pesquisar sempre antes de comprar, 24% só pesquisam às vezes, e 5% nunca pesquisam os preços. O levantamento revelou ainda que 64% dos consumidores se atentam para o prazo de validade, o que é considerado número expressivo.
A pesquisa, realizada entre os dias 6 e 13 de março, colheu dados de 782 consumidores na sede do Procon Goiás, em um shopping de Goiânia e por meio de um questionário disponibilizado no site do órgão.
Do total de entrevistados, 52% são do sexo masculino. Em relação ao nível de escolaridade, 44% e 34% possuem o ensino médio e superior, respectivamente, e pouco mais da metade, 53%, estão na faixa etária entre 18 e 35 anos.
Alerta ao fornecedor: qualidade do produto e bom atendimento são mais importantes que o preço
De acordo com o Procon, a pesquisa de preço é importante porque através dela o consumidor estimula a concorrência e participa da formação de preços, quando privilegia a compra em um estabelecimento que possui uma melhor oferta.
Quando solicitado aos consumidores ouvidos a escolher apenas uma dentre as três alternativas, a qual considera mais importante na hora da compra, chamou a atenção do Procon Goiás a quantidade de consumidores que priorizam a qualidade do produto (55%) e o bom atendimento (25%), juntos equivalem a 80% dos consumidores entrevistados na pesquisa.
Ao priorizarem o item mais importante, o bom atendimento e qualidade do produto se destacaram. Contudo, de acordo com o Procon Goiás isso não significa necessariamente que os consumidores não estejam preocupados com o preço.
Separados por faixa etária, tanto os consumidores mais experientes, acima dos 35 anos (74%), quanto os abaixo de 35 anos (69%), disseram ter o hábito de pesquisar sempre antes da compra.
Prazo de validade
A obrigatoriedade dos fornecedores apresentarem o prazo de validade dos produtos foi uma conquista importantíssima, pois o consumidor que observar este prazo pode evitar colocar sua saúde em risco. Além disso, os consumidores podem planejar suas compras e gastos, adquirindo somente a quantidade de produtos que consideram poder consumir dentro do prazo de validade, evitando o desperdício.
O levantamento revelou que 64% dos consumidores se atentam para o prazo de validade, o que é considerado número expressivo.
Contrato / divergência de preço
O Procon Goiás explica que os contratos são importantes para regular as relações de consumo, devendo expressar os direitos e obrigações das partes (consumidor e fornecedor). No entanto, 48% dos consumidores entrevistados nunca ou às vezes costumam ler o contrato antes de assiná-lo. Pelas informações repassadas à equipe que fez a pesquisa, muitos consumidores disseram que são desestimulados pela quantidade de folhas e geralmente ficam confusos.
Quanto à verificação de preços, quando questionado aos consumidores se costumam verificar se o valor registrado no caixa é o mesmo exposto na embalagem ou na gôndola, apesar de 60%, terem esse hábito freqüente, 26% disseram “às vezes” atentar para esse fato e 14% nunca costumam verificar.
Nota fiscal
O Procon Goiás esclarece que a nota fiscal é um dos documentos que resguardam os direitos dos consumidores e que é necessário para registrar uma reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor, são solicitados, frequentemente, apenas por menos da metade dos entrevistados, 43%. Considerando os que nunca ou às vezes solicitam a nota fiscal, o percentual é bastante significativo – 57%, ou seja, 445 dos 782 consumidores entrevistados.
Formas e métodos de pagamento
Neste quesito, o Procon Goiás contatou que o hábito de economizar para comprar depois, fugindo dos altos juros do cartão de crédito e dos altos encargos de atraso cobrados em carnês, ainda não faz parte da rotina da maioria dos consumidores ouvidos na pesquisa. A maioria, 60%, disse comprar esses produtos de forma parcelada e apenas 40%, costuma economizar e pagar à vista na compra de produtos com valor considerável como eletrodomésticos e eletrônicos.
Nas compras parceladas, normalmente o consumidor não costuma verificar os encargos de atraso cobrados no caso de inadimplência. Conforme dados já apurados pelo Procon Goiás, há casos em que os encargos podem ultrapassar os 10% ao mês. O parcelamento, principalmente a longo prazo, também é um dos fatores que levam o consumidor à situação de inadimplência.
Entre os pesquisados, 60% costumam comprar de forma parcelada, o principal método utilizado para pagamento é o cartão de crédito, representando 47%, seguido pelos carnês, com 13%.
O Procon Goiás esclarece que um dos principais motivos que causam o endividamento é justamente o uso descontrolado do cartão de crédito, cujas elevadas taxas de juros cobradas em caso de inadimplência fazem com que a dívida se torne impagável em pouco tempo.
Postura do consumidor no pós -venda
Em relação ao recebimento de produto sem solicitação prévia, apesar de expressamente proibido pelo Código de Defesa do Consumidor e por normas do Banco Central do Brasil, a pesquisa revelou uma prática que já deveria ter sido eliminada, mas que ainda é observada nas reclamações que chegam ao Procon Goiás. Apesar de o resultado não ter sito tão expressivo, alguns consumidores ainda são vítimas desta prática abusiva.
Nesse quesito, 18% dos consumidores entrevistados, ou seja, 142 num universo de 782 ouvidos na pesquisa, já receberam produtos que não autorizaram ou solicitaram previamente.
Já em relação à cobrança indevida, mais da metade dos consumidores ouvidos já foram vítimas dessa prática, 56%. Dessas cobranças indevidas, a maior parte, 47%, ocorreu na conta telefônica.
Ainda em relação ao comportamento no pós-venda, embora uma grande parte dos consumidores tenha dito nunca ter tido esse problema, 44%; ainda é grande o número de consumidores que já comprou um produto mas não recebeu no prazo combinado, 36%; o equivalente a 347 consumidores num universo de 782 pessoas.
Já em relação aos consumidores que compraram, mas não receberam, ou que compraram mas receberam algo diferente do que fora contratado no momento da compra, a pesquisa do Procon Goiás verificou um total de 20% dos entrevistados.
Assessoria de Imprensa do Procon Goiás













































