Representantes de produtores de leite de 50 municípios goianos vão se reunir, na próxima segunda-feira, em Ceres, para formatar um plano que assegure o início do recebimento de R$ 35 milhões que o Laticínio Manacá deve aos fornecedores. São cerca de mil produtores leiteiros pulverizados em 50 municípios goianos. A empresa começou a atrasar os pagamentos em janeiro, mas foram totalmente interrompidos a partir de abril. No dia 3 de junho, a indústria deu entrada no processo de recuperação judicial, mas ainda aguarda o posicionamento do poder judiciário. A reportagem não conseguiu contatato com nenhum executivo do laticínio.
Segundo produtores, a indústria, localizada em Rianápolis, no Vale do São Patrício, processava, em média, 350 mil litros de leite por dia. O valor do litro girava em torno de R$ 1,00, dependendo do tipo de contrato. “Eles deram entrada no pedido de recuperação judicial, mas os produtores não podem pedir recuperação judicial. Existem famílias que estão com dificuldade de se alimentar, com as contas atrasadas”, comenta o gerente técnico e econômico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Edson Novaes. Além da dívida, produtores reclamam da falta de informações, posicionamento e transparência da empresa.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Campinorte, Edmar José Figueiredo, desde o início do ano a empresa começou a atrasar os pagamentos aos fornecedores, marcado para todo dia 25. “Em março pagaram alguns produtores, mas de abril para cá não pagaram ninguém.”Ele explica que ao passar pela empresa nos últimos dias, a sensação é de abandono. “Os produtores estão fornecendo para outras indústrias e não observam mais movimentação na empresa.”
O presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Leite da Fazenda Lagoa Alegre (Apefla), Lázaro Rodrigues de Mendonça, suspendeu o fornecimento, após contabilizar prejuízo de R$ 400 mil.
Manifestação
Há uma semana, cerca de 300 produtores realizaram uma manifestação contra o laticínio, bloqueando, por mais de duas horas, um trecho da BR-153, no perímetro urbano de Rianápolis.
Na ocasião, houve queima de pneus e a passagem de veículos foi interrompida, causando um congestionamento de aproximadamente 6 quilômetros nos dois sentidos. O movimento começou no início da tarde e a pista só foi liberada por volta das 17:30 horas, com auxílio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal.
Veja a matéria anteriormente publicada no JORNAL DO VALE (JV ON LINE) disponível em – http://jvonline.com.br/
Com informações de O Popular













































