Professor da Fiocruz diz sobre o isolamento intercalado em Goiás que “medida é extremamente correta”

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Três professores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizaram nesta semana uma visita a Goiás, ocasião em que avaliaram todos os dados sobre a pandemia da Covid-19, bem como as estratégias adotadas pelo governo estadual para evitar colapso no sistema de saúde. Com a conclusão dos trabalhos, o professor, pesquisador e médico sanitarista Daniel Soranz disse aprovar 100% a estratégia de isolamento social intermitente adotada por força de decreto pelo governador Ronaldo Caiado. “É uma medida extremamente correta”, frisou.

Ao longo de dois dias, Daniel e as professoras Paula Travassos e Andara Moreira fizeram uma série de visitas, inclusive ao Hospital de Campanha (Hcamp) de Goiânia, estruturado pelo Governo de Goiás, e à Vigilância Epidemiológica. “Verificamos o andamento da coleta de dados, as estatísticas e chegamos à conclusão de que esses 14 dias de isolamento social serão muito importantes”, salientou.

O professor pesquisador informou que os estudos realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e que têm norteado as ações no Estado, “são excelentes” e devem, sim, ser considerados por projetarem a realidade da pandemia. A partir do último estudo, o governador decretou uma quarentena intermitente, começando com 14 dias de regras mais rígidas quanto ao funcionamento do comércio, e depois 14 dias de flexibilização. A estratégia visa evitar o colapso no sistema de saúde. A projeção da UFG é que o método, associado a um rastreamento de contatos, possa salvar mais de 10 mil vidas até setembro.

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Daniel acredita que a baixa taxa de mortalidade em Goiás, quando comparada a outros Estados, está diretamente relacionada às ações preventivas que Caiado já tomou até aqui. Uma delas, exemplificou, foi o isolamento social adotado tão logo foram registrados os primeiros casos locais de Covid-19, contribuindo com o achatamento da curva de contaminação. “Também destaco todo o investimento na saúde e assistência ao paciente”, reforçou.

O pesquisador da Fiocruz elogiou o empenho da equipe clínica que trabalha nos hospitais de campanha, e também a estruturação das unidades de saúde promovida pelo Governo de Goiás. “Vale ressaltar a importância disso: a maioria dos hospitais vai ficar de legado, ou seja, poderão ser utilizados pela população depois que a pandemia passar”, enfatizou. Considerando só as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Caiado já inaugurou mais de 100 leitos em cidades como Catalão, Luziânia, Trindade, Porangatu, Águas Lindas e Itumbiara.

Tal legado mencionado por Daniel é uma das marcas que Caiado tem trabalhado para deixar em Goiás. Antes mesmo da pandemia, o governador já estava promovendo a regionalização da saúde, levando estrutura permanente para atendimentos especializados a todas as regiões do Estado. A ideia é acabar com a chamada “ambulancioterapia”, quando o paciente era submetido a longas viagens em busca de tratamento nos hospitais de Goiânia.

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A Fiocruz realiza esse apoio técnico e institucional em Goiás a pedido de Caiado, que tem buscado diálogo com comunidades científicas e médicas em busca das decisões mais assertivas para combater a pandemia. “Viemos para desenhar uma análise conjunta e propor alguma correção de rumo ou reestruturação, mas não foi nada disso que a gente viu. O Estado tomou todas as medidas no tempo correto”, observou Daniel. “A parceria vai continuar para análise dos dados”, completou.

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Confirmado lockdown confirmado Goiânia, Aparecida e outras cidades da região metropolitana

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O prefeito de Goiânia Rogério Cruz (Republicanos), ao lado do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB) e do governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou no começo da noite desta sexta-feira (26) que um decreto será publicado com imposição do fechamento total das atividades não-essenciais a partir da próxima segunda-feira (1º), por uma semana para avaliação, em novo decreto sobre a pandemia.

O lockdown ainda terá seus termos ajustados por técnicos da saúde das Prefeituras da Região Metropolitana. Está agendada a divulgação dos decretos municiais para o sábado (27), às 14h no Palácio das Esmeraldas.

As medidas receberam apoio da Federação do Comércio do Estado de Goiás. O presidente Marcelo Baiochi participou das reuniões prévias da divulgação com os prefeitos e o governador. “Chegou-se à conclusão da necessidade de um lockdown”, disse ele. Segundo ele, “é um momento difícil”. Ao final de sete dias será avaliada a semana seguinte. Em nota, o presidente da Federação das Indústrias de Goiás, Sandro Mabel, declarou o apoio da entidade e informou que o setor industrial essencial continuará funcionando. O envolvimento das entidades empresariais foi resultado de articulação, diálogo e liderança dos prefeitos Rogério Cruz e Gustavo Mendanha.

As cidades

Além de Goiânia e Aparecida de Goiânia, Abadia de Goiás, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Caldazinha, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás e Trindade vão divulgar os decretos de fechamento total das atividades. A prefeitura de Senador Canedo faz reunião do seu comitê de emergência na manhã de sábado, 27.

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O documento valerá pelos próximos sete dias e após isso, uma avaliação será feita por técnicos da Secretaria de Saúde das prefeituras que seguirem o decreto. Conforme essa análise de número que envolverá uma série de fatores, o período poderá ser renovado pelo mesmo período ou a medida interrompida.

O prefeito Rogério Cruz explicou que as conversas foram “francas, claras e abertas” junto aos prefeitos das cidades do entorno de Goiânia. Segundo o republicano, os secretários de Saúde dos municípios que vão entrar no mesmo decreto irão se reunir por videoconferência ainda hoje para definir os termos e as normativas do texto.

“Estamos pensando em um lockdown a priori pelos sete dias para todas as cidades do Estado de Goiás, mas isso será definido na reunião que teremos ainda hoje. Hoje teremos várias reuniões. Secretários estarão decidindo juntos para que amanhã tenhamos uma posição mais concreta. Porém, hoje, na reunião, o desejo de acordo com a condição que estamos vivendo hoje. Não só em Goiânia, não só em Aparecida mas no Estado de Goiás, é que comece o lockdown a partir da próxima semana na segunda-feira (1º)”, destacou o republicano.

Já Gustavo Mendanha relatou a grande preocupação sobre o aumento da taxa de contaminação e de ocupação de leitos na cidade de Aparecida de Goiânia. A testagem em massa na cidade chegou a mostrar que 1 a cada 3 testados na cidade estavam com o vírus na última semana deste mês.

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A tendência é que o lockdown imponha restrições à diversas atividades mantendo apenas as consideradas essenciais como supermercados, farmácias e toda a rede que abastece esses estabelecimentos, mas isso só será definido após a reunião entre os secretários de saúde da Região Metropolitana.

 

As indústrias

A FIEG orientou seus filiados a estabelecer procedimentos para apoio aos seus empregados. “As indústrias, consideradas serviços essenciais, estão sendo orientadas a providenciar transporte seguro a seus colaboradores, assim como a fornecer kits com máscaras, álcool em gel e demais elementos de proteção individual que permitam ao trabalhador garantir a própria segurança, a de seus colegas e a de sua família. Segundo a entidade, os setores administrativos devem atuar, sempre que possível, no modelo home-office e reforçar os protocolos de segurança, como aferição de temperatura, revezamento de horários de entrada, saída e das refeições, que já estavam sendo adotados”, reforçou a entidade, em nota assinada pelo presidente.

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