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Quase 40 mil seguem desaparecidos na Venezuela após terremotos

Terremoto Venezuela, recebeu mais de 81 mil notificações desde sua criação, mas muitos registros duplicados reduziram o total real para cerca de 55 mil nomes.
Buscas por sobreviventes em escombros após terremotos na Venezuela. — Foto: Juan BARRETO / AFP

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Oito dias após a Venezuela ser atingida por dois fortes terremotos, equipes de busca ainda tentam localizar quase 40 mil pessoas registradas como desaparecidas em uma plataforma criada por organizações civis e pela diáspora venezuelana. A iniciativa, chamada Desaparecidos Terremoto Venezuela, recebeu mais de 81 mil notificações desde sua criação, mas muitos registros duplicados reduziram o total real para cerca de 55 mil nomes.

Na atualização mais recente da plataforma, divulgada até a noite de quarta-feira (1º), 39.674 pessoas permaneciam sem contato, enquanto 15.760 já foram localizadas. No mesmo período, o número de mortos subiu para 2.295, segundo o levantamento não oficial feito pela iniciativa.

O site permite o cadastro de informações detalhadas sobre cada pessoa desaparecida — nome, idade, foto, descrição física e o último local onde foi vista — e oferece mecanismos para que familiares sejam contatados caso alguém reconheça ou encontre a pessoa. A ferramenta também compara imagens enviadas com seu banco de dados para confirmar localizações, e permite atualização de registros por quem os cadastrou.

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O governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez no âmbito das comunicações oficiais sobre a crise, ainda não divulgou um balanço público sobre o total de desaparecidos. Autoridades locais informaram que 6.461 pessoas foram resgatadas após operações de busca conduzidas por equipes nacionais, com o apoio de mais de 4 mil socorristas enviados por outros países.

Especialistas e próprios socorristas apontam que, conforme os dias passam, a quantidade de resgates diminui significativamente. Nas primeiras 48 horas após os tremores, a Assembleia Nacional havia informado a localização de 5.380 pessoas; desde a última sexta-feira, apenas 350 resgates foram anunciados pelas autoridades locais, e o número de pessoas salvas com vida não sofreu alteração nos relatórios divulgados nos últimos dois dias.

ONGs e grupos de apoio humanitário seguem apelando por maior coordenação nas buscas, por mais recursos de triagem de desaparecidos e por maior transparência nas estatísticas oficiais, para acelerar a reunião de famílias e reduzir a angústia de milhares de venezuelanos deslocados pela catástrofe.

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