Uma onda de calor intensa que atinge a Europa deixou pelo menos 50 mortos e provocou transtornos em vários países, entre eles França, Reino Unido, Itália e Espanha. Autoridades locais atribuem as vítimas principalmente a afogamentos, insolação e complicações relacionadas às altas temperaturas.
Na França, onde foi registrado nesta terça (23) o dia mais quente em quase 80 anos, cerca de 48 pessoas morreram afogadas ao tentar se refrescar em rios e praias, segundo a agência Reuters. O calor também provocou dois casos fatais por insolação entre crianças pequenas. Na região noroeste da Bretanha, milhares de residências enfrentam cortes de energia; equipes trabalham para restabelecer o fornecimento após apagões atribuídos à sobrecarga da rede.
No Reino Unido, o impacto foi sentido nas escolas: mais de mil instituições ficaram fechadas ou anteciparam o encerramento das aulas nesta quarta-feira (24), informou a BBC. O comércio registrou aumento expressivo na procura por itens sazonais: a rede Tesco prevê alta de 72% nas vendas de protetor solar e 48% em sorvetes e picolés nesta semana.
A Itália se prepara para uma piora nas condições climáticas. Meteorologistas estimam que a onda de calor deve atingir o pico entre domingo e segunda-feira, com termômetros podendo chegar a 41°C entre Toscana e Emília-Romanha, e sensação térmica próxima de 45°C. Em consequência, construtoras e empresas de obras públicas já têm alterado turnos para reduzir riscos aos trabalhadores.
Setores como agricultura e avicultura também sofrem. Em regiões da Bretanha e do Pays de la Loire, as altas temperaturas teriam causado a morte de milhares de aves em granjas. Uma cooperativa agrícola francesa informou que produtores passaram a adotar colheitas noturnas para proteger trabalhadores do calor e diminuir o risco de incêndios em plantações secas.
Além dos impactos humanos e econômicos, o calor extremo vem pressionando sistemas de infraestrutura: transporte público sofreu atrasos, redes elétricas registraram sobrecargas e áreas litorâneas tiveram aumento no número de incidentes de resgate aquático. Especialistas alertam para a necessidade de medidas imediatas de proteção, como hidratação constante, limitação de atividades ao ar livre nas horas mais quentes e monitoramento de idosos e crianças, mais vulneráveis à insolação.
Autoridades meteorológicas europeias mantêm alertas elevados e orientam a população a seguir recomendações locais de segurança. O quadro reforça preocupações sobre padrões climáticos extremos e seus efeitos sobre saúde pública, serviços e produção agrícola em todo o continente.
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