Pesquisar
Close this search box.
Saúde

Redes sociais e saúde mental: Como o ambiente digital molda emoções e comportamentos

Especialistas em comportamento afirmam que essas plataformas foram projetadas para maximizar o engajamento do usuário por meio de mecanismos de recompensa que acionam a liberação de dopamina no cérebro.
Redes sociais e saúde mental: Como o ambiente digital molda emoções e comportamentos. Foto: Reprodução

publicidade

As redes sociais deixaram de ser apenas instrumentos de comunicação para se tornar um ambiente psicológico capaz de influenciar hábitos, emoções e autoestima. Especialistas em comportamento afirmam que essas plataformas foram projetadas para maximizar o engajamento do usuário por meio de mecanismos de recompensa que acionam a liberação de dopamina no cérebro.

Ao organizar feeds com curtidas, comentários e compartilhamentos imprevisíveis, as empresas de tecnologia criam um ciclo semelhante ao das máquinas caça-níqueis, mantando o usuário em busca constante de novas recompensas. Esse padrão de uso prolongado gera uma sensação ilusória de conexão social, enquanto, na prática, pode aumentar sentimentos de solidão e isolamento.

Outra consequência observada é a comparação permanente. Usuários expostos a imagens filtradas e momentos selecionados da vida alheia tendem a medir suas rotinas e conquistas por parâmetros irreais, o que eleva a insatisfação pessoal e reduz a autoestima. Psicólogos alertam que essa comparação contínua torna mais difícil reconhecer as limitações naturais da vida cotidiana e buscar estratégias saudáveis de autocuidado.

Em resposta a essa demanda por bem-estar digital, surgem ferramentas voltadas ao monitoramento do humor e à promoção da saúde mental. Aplicativos como o Liven procuram mapear variações emocionais e oferecer intervenções para resgatar o equilíbrio psicológico enquanto o uso das redes permanece intenso.

Leia Também:  Vacina vencida: Farmacêutica é detida em Aparecida de Goiânia após bebê receber imunizante fora do prazo

Especialistas recomendam ações práticas para reduzir os impactos negativos: limitar o tempo de tela, fazer pausas programadas, desativar notificações e cultivar interações presenciais. Também sugerem educação digital que torne os usuários conscientes das técnicas de design empregadas pelas plataformas e dos efeitos desses estímulos sobre o comportamento.

Para profissionais de saúde e formuladores de políticas, o desafio é conciliar os benefícios comunicacionais das redes com medidas que protejam a saúde mental da população — sobretudo entre jovens, grupo mais vulnerável aos efeitos da comparação e da busca por validação online.

Você tem WhatsApp? Entre em um dos canais de comunicação do JORNAL DO VALE para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens, clique aqui

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade