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Ronco e apneia do sono

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O ronco noturno é um sintoma bastante comum em todas as faixas etárias e pode ser um aviso do risco de apneia do sono estar presente.

O ronco noturno é um sinal que algo está obstruindo parcialmente a passagem do ar. A medida que essa obstrução se agrava, podem haver momentos em que ela se torna completa, resultando na interrupção de passagem de ar por alguns segundos ou minutos gerando um episódio de apneia.

 

Sintomas mais comuns da Apneia do Sono

Ronco alto e frequente é o principal sintoma da apneia do sono. Entretanto existem outros sintomas. Nos adultos: sonolência durante o dia, dor de cabeça pela manhã, irritabilidade e instabilidade emocional, roncos, pausa respiratória durante a noite, azia e queimação no estômago, aumento da pressão arterial pela manhã. Nas crianças: tempo de sono maior que o normal para idade, esforço para respirar durante o sono, alterações do comportamento, dificuldade de segurar a urina a noite, dor de cabeça pela manhã, baixo ganho de peso e estatura.

Causas da Apneia do Sono

Sabe-se que qualquer anormalidade estrutural da face, do crânio e da via aérea que causem algum grau de obstrução respiratória da via aérea, pode causar apneia do sono. Os locais mais comuns de obstrução são o palato, a base da língua e a rinofaringe. Nas crianças, a grande maioria dos quadros de ronco e apneia de são decorrente do aumento das amígdalas e da adenoide.

Obesidade

Existe uma forte relação entre a obesidade e a apneia do sono, especialmente quando há acúmulo de gordura no abdome e no pescoço. Nos obesos existe um acúmulo anormal de gordura infiltrando as vizinhanças da garganta, levando a um estreitamento da via aérea neste nível. Especula-se que a síndrome de apneia também pode ser causa da obesidade uma vez que a sonolência e o cansaço excessivo levariam ao sedentarismo, inibindo a queima de calorias.

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Tabagismo e ingestão alcoólica

O tabagismo pode aumentar em até 40 vezes o risco de apneia. Alguns estudos mostram uma incidência de até 50% em usuários de bebidas alcoólicas.

Refluxo Gastroesofágico e laringo-faríngeo

Episódios de refluxo durante o sono pode levar ao espasmo (fechamento) das pregas vocais durante a noite além de edema da via aérea, agravando ou causando a apneia.

 

Riscos e Consequências do Ronco e da Apneia do Sono

A cada episódio de apneia durante o sono, interrompe-se a chegada de ar aos pulmões. Sem oxigênio suficiente para ser transportado à corrente sanguínea, as taxas de oxigenação sanguínea caem e os receptores que monitoram essa saturação de oxigênio disparam alarmes. Diante dessa emergência, a pressão arterial sobe e o coração acelera para tentar compensar a diminuição na disponibilidade de oxigênio. Quando se atinge um nível baixo demais de oxigênio disponível, o cérebro dá um comando para que o sono seja mais superficial, para que a pessoa possa contrair melhor os músculos da garganta que estão exageradamente relaxados e gerando a obstrução. O fluxo aéreo volta e, quando tudo se normaliza, o sono vai se aprofundando novamente e o ronco recomeça, até um novo episódio de apneia. Dependendo da gravidade, isso pode se repetir dezenas ou centenas de vezes numa noite e a saúde começa a ser afetada aos poucos.  

 

Consequências da apneia do sono

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Acidentes de trânsito: a apneia do sono aumenta muito o risco de acidentes automobilísticos, possivelmente mais do que a ingestão alcoólica.

Obesidade: forma-se um círculo vicioso entre apneia e obesidade não sendo possível em muitos casos saber o que apareceu primeiro.

Doença cardíaca e circulatória (hipertensão, doença coronariana, infarto, derrame, insuficiência cardíaca).

Efeito sobre as emoções e o raciocínio: a apneia obstrutiva do sono em crianças diminui o desempenho mental e aumenta os problemas no aprendizado, além da forte relação com o déficit de atenção por hiperatividade.

Adultos e idosos podem ter risco aumentado de depressão.

 

Tratamento do Ronco e da Apneia do Sono

O tratamento da apneia normalmente envolve mudanças no estilo de vida, medicamentos, uso de aparelhos orais, do CPAP ou cirurgias.

Mudanças no estilo de vida: dar preferência por dormir de lado, uso de dilatadores nasais à noite, perda de peso, evitar álcool e cigarro, evitar se alimentar logo antes de ir pra cama.

 

Medicamentos

O uso de medicamentos é normalmente indicado para tratar aquelas condições que podem predispor ou agravar a apneia, como a diabete, o refluxo e a rinite alérgica. Ainda não dispomos de medicamentos específicos para controle ou cura da apneia do sono.

Vale lembrar que sedativos e soníferos podem agravar o ronco e a obstrução respiratória, uma vez que diminuem o tônus muscular e propiciam uma maior obstrução da via aérea.

Nas crianças, a remoção das amígdalas e adenoides tem excelente resultado na cura da apneia do sono num grande número dos casos.

 

Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende do Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X em Ceres. Telefone (62) 3307-1505.

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