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Senador Wilder diz que queda do risco-país é bom sinal para recuperação da economia

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Apesar da forte recessão e do desemprego que marcaram o cenário econômico no Brasil, no ano de 2016, o País conseguiu reduzir seu nível de risco em 46,6% nos últimos 12 meses. A notícia é boa e mostra que em 2017 a economia deve reagir com a volta dos investimentos internos e externos.

Segundo o senador Wilder Morais, que acompanha as reações da economia brasileira com atenção especial, o ano de 2017 tem indicativos de que será melhor do que foi 2016. Wilder acredita que muitas decisões terão reflexos apenas no decorrer dos meses, mas a recuperação será sentida no final do ano, com um porcentual menor de desemprego e aumento da atividade econômica.

O Brasil registrou nos últimos doze meses uma das maiores quedas na percepção de risco por investidores. Levantamento feito com base em dados de credit default swap — CDS, contrato que funciona como uma espécie de seguro e é comprado por aplicadores contra eventual calote da dívida soberana de um país — mostra que o País conseguiu reduzir seu nível de risco. Há um ano, o Brasil registrava 489 pontos-base em seu contrato de CDS com prazo de cinco anos (em dólares). Agora, o indicador está em 261 pontos-base. Quanto maior o número, maior o risco associado ao país. Com a melhora, o Brasil saiu da 5ª para a 10ª posição entre os maiores níveis de risco-país entre economias emergentes.

Considerando-se Ucrânia e Argentina — que não tinham dados disponíveis há 12 meses porque estavam fora do mercado internacional devido à guerra, no primeiro, e ao calote, no segundo —, o Brasil cai para a 12ª posição. Mesmo assim, os investidores veem mais risco no Brasil do que em países como Chipre (230 pontos), África do Sul (206), Rússia (172) e Indonésia (154).

Wilder traduz esse cenário e diz que a mudança de governo e as medidas que foram adotadas no decorrer de 2016, além de outras que estão em tramitação no Congresso Nacional, foram responsáveis por esse cenário de recuperação. “Logo poderemos observar que a curva do desemprego mudará de direção e teremos uma economia em processo de recuperação”, acredita.

Um efeito positivo da queda do risco, segundo o senador Wilder, foi a redução dos juros cobrados de grandes empresas quando elas emitem títulos de dívidas no exterior, ainda que essa situação não tenha se materializado em melhoras na economia real na mesma velocidade registrada pelo mercado financeiro.

“As expectativas são enormes e acredito que este ano será de recuperação da economia como um todo. Minha preocupação maior é com o desemprego, que precisa diminuir urgentemente. Nossos trabalhadores precisam de renda”, defende o senador Wilder. 

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