A aplicação do uso de tornozeleira como método de monitoramento de condenados não impediu que dois integrantes do grupo que sequestrou Paulo Antônio Batista Filho, de 22 anos, participassem da ação do dia 26 de março, que levou a vítima da Fazenda Jaboticabal, nem os afastou da vigilância do cativeiro onde o jovem estava.
O líder da quadrilha, Paulo Antônio Batista Filho, de 22 anos, identificado como Fábio Junio Ferreira da Silva, era monitorado pela Justiça via tornozeleira eletrônica até o início deste ano, quando ele rompeu o equipamento. Fábio recebeu a medida judicial por crime de roubo praticado em 2006. Também por roubo, Valdivino Eterno Guimarães é monitorado com a tornozeleira.
O uso do equipamento ocorre em Goiás desde 2013, de iniciativa da então Secretaria de Estado da Administração Penitenciária e Justiça (Sapejus), hoje Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap). No entanto, se trata de uma medida judicial, normalmente imposta a quem teria ao menos direito ao regime semiaberto, ou seja, com liberdade para transitar nas ruas. A Seap estima que apenas 1% dos monitorados são flagrados em situação de crime.
O mesmo número foi divulgado em 2014 como o índice de violação do equipamento, como no caso de Fábio Junio, que segue foragido. O cerco policial chegou à fazenda em que ele estava na segunda-feira, por volta das 10h30, mas não conseguiu prendê-lo. Foram detidos, no entanto, seu pai, mãe, irmão e namorada. Outras três pessoas estão presas, entre elas Valdivino Eterno, que era um dos vigias do cativeiro de Paulo Antônio, localizado em Goianira.
Segundo coronel Divino Alves, Comandante do Policiamento da Capital (CPC) da Polícia Militar (PM), existem casos em que os monitorados por tornozeleira são flagrados em crimes mas, segundo relata, o número é pequeno ante o universo de pessoas com o equipamento. “As tornozeleiras são extremamente importantes neste método de segurança pública que o Estado possui. Elas ajudam na busca por suspeitos de determinado crime, informando o dia, a hora e o movimento que cada monitorado faz”.
“Inibidor”
O coronel acredita que a tornozeleira é um inibidor para o cometimento de novos crimes, mas que casos de reincidência ocorrem, mesmo em número pequeno. Alves destaca ainda que o uso do aparelho consta na ficha criminal e que ele é positivo para o trabalho das polícias. Neste ano, outros crimes com repercussão teveram a participação de um monitorado.
A tentativa de assalto a um carro-forte em frente a um banco na Avenida T-9, em janeiro deste ano, foi feito por um grupo cujo líder era Givaldo Pereira Cruz, que estava no regime semiaberto, usava tornozeleira e morreu durante a ação. No mês seguinte, Luis Antônio Pereira dos Santos, de 28 anos, foi preso ao participar de uma quadrilha de roubos de casa. Em março, um homem com a tornozeleira foi preso dirigindo um carro roubado no Setor Jardins Marques de Abreu.
Com informações de O Popular





































