O site goiascontradengue.com.br, criado pela Secretaria da Saúde, traz informações sobre o mosquito transmissor da dengue – Aedes aegypti; o modo de transmissão, sintomas e tratamento da doença; os números de casos no Estado; além de tirar as principais dúvidas e indicar medidas de prevenção.
A doença
O ciclo da doença começa quando a fêmea do mosquitoAedes Aegypti pica uma pessoa com dengue. É necessário de 8 a 12 dias para o vírus se reproduzir no organismo do mosquito. Após esse tempo, ele já pode transmitir o vírus causador da doença, picando uma pessoa sadia. Dentro de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar na vítima. É nesse momento que os sintomas da dengue podem ser percebidos. A fêmea vive de 30 a 45 dias e, nesse período, pode contaminar até 300 pessoas.
A pessoa com dengue pode apresentar dor de cabeça, febre alta e vômito, com duração de 2 a 7 dias, dores nas articulações e atrás dos olhos. É importante que as pessoas com sintomas mais fortes, como dores fortes na barriga, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, dificuldade para respirar, hemorragias (sangue nas fezes ou no vômito), mal-estar com transpiração abundante, fraqueza muscular e queda de temperatura, procure imediatamente um médico. A forma grave da dengue pode matar.
Quem está com a doença deve ficar em repouso e beber muito líquido. As medicações utilizadas são analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas, mas nunca se deve tomar remédios sem orientação de um médico. É importante ressaltar que a pessoa com dengue nunca deve tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como Melhoral, Sonrisal, Engov, Buferin, Doloxene, Cibalena, AAS, Doril e Alka-Seltzer.
O combate
A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução. A fêmea do mosquito coloca seus ovos nas paredes de recipientes com água e não diretamente na água de rios, lagos, córregos etc. Por isso, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos neste local. Então, uma medida eficaz seria limpar e retirar tudo aquilo que possa acumular água. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências. Apenas secar os reservatórios de água parada não irá impedir o mosquito da dengue de se reproduzir. É preciso limpar esfregando com uma bucha o local contaminado, pois o ovo pode se manter “vivo” por mais de um ano sem água.
Cuidados fora de casa
• Limpar as calhas e lajes das casas. Se houver piscina, lembrar aos moradores de que a água deve ser sempre tratada.
• Manter recipientes/locais de armazenamento de água, como caixas d’água, poços, latões e tambores, bem fechados.
• Guardar garrafas vazias de boca para baixo.
• Eliminar a água acumulada em plantas, como bambus, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada de São Jorge, dentre outras.
• Entregar pneus inutilizados para a equipe de limpeza pública, ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locais protegidos da água da chuva.
• Verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água nos terrenos baldios.
• Identificar, na vizinhança, a existência de casas desocupadas e terrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes aegypti.
Cuidados dentro de casa
• Evitar, sempre que possível, o uso de pratos nos vasos de plantas. Caso opte por sua utilização, não deixe acumular água neles e nos xaxins. Coloque areia, preenchendo o prato até sua borda, ou lave-o, semanalmente, com esponja ou bucha e sabão, para eliminar completamente os ovos do mosquito.
• Lavar os bebedouros de animais com escova, esponja ou bucha, e troque a água pelo menos uma vez por semana.
• Não deixar qualquer depósito de água aberto (ex.: potes, tambores, filtros, tanques e outros). Como o mosquito é bem pequeno, qualquer fresta, neste tipo de depósito, é suficiente para a fêmea conseguir colocar ovos e iniciar um novo ciclo.
Cuidados com o lixo
• Não jogar lixo em terrenos baldios.
• Manter o lixo tampado e seco até seu recolhimento.
• Tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo.
Informações com Goiás Agora








































