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SSAP apresenta responsáveis pela morte de dona de casa em Goiânia

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A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSAP) apresentou, na tarde de ontem (15), os responsáveis pela morte da dona de casa Lailma da Silva Vieira Amaral, de 58 anos, atingida por uma bala perdida próximo a um ponto de ônibus na Vila Mutirão, na noite de sexta-feira (11).

Os autores são dois menores de idade e Rebert Aderbal Silva, de 28 anos, que será entregue à Delegacia de Homicídios da Polícia Civil pelo Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAER) que efetuou a prisão dos três suspeitos no Jardim Curitiba IV onde moram. Com eles, os policiais encontraram uma das armas utilizadas no crime, revólver calibre 38, e aproximadamente um quilo de crack.

De acordo com o coronel Wellington Urzeda, comandante de Missões Especiais da Polícia Militar – que, ao lado do delegado de Polícia Civil Ricardo Chueire, superintendente de Polícia Judiciária, apresentou o suspeito à imprensa em coletiva na sede da SSAP – os presos são de alta periculosidade, todos com passagens pela polícia e que ofereciam riscos à população. O crime, conforme destacou o comandante, foi provocado por disputa por território entre gangues para o tráfico de drogas na região Noroeste. Segundo ele, desde a noite dos disparos, as forças policiais receberam determinação do vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton, para que intensificassem as investigações visando dar uma resposta o mais rápido possível à sociedade.

Os familiares de Railma Vieira estiveram na sede da Secretaria, durante a coletiva, ainda abalados com o crime, mas demonstrando certa tranquilidade diante da prisão dos autores. A filha de Railma disse que estava satisfeita com o trabalho realizado pela polícia goiana. “Foi um trabalho excelente, agiram rápido. Agora esperamos que eles paguem pelo que fizeram com minha mãe, uma mulher que era o esteio da nossa família”, afirmou. Acompanhada do pai de 77 anos, que presenciou o crime, de uma das filhas e de outros familiares, ela confirmou que o tráfico de drogas na região torna insegura a vida de todos os moradores.

Nestes três dias, a Polícia Militar recebeu várias denúncias, a maioria infundada. No entanto, uma delas os levou, na tarde desta terça-feira, à prisão do primeiro suspeito. Imediatamente após, os policiais do 13º Batalhão da PM do Jardim Curitiba e do GRAER conseguiram prender os outros dois. Segundo coronel Urzeda, eles se encontram em situação de flagrante delito e serão apresentados às delegacias específicas para a continuidade das investigações e indiciamento dos autores que deverão responder por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e homicídio.

Urzeda explicou que, ao serem interrogados, os presos confessaram o crime e disseram que naquela noite utilizaram o chevrolet Monza azul para acertar contas com Ramon. Usaram duas armas, o revólver 38 e uma pistola .40 que ainda não foi localizada. Quem dirigia o carro era o maior Rebert que usou a pistola, enquanto o menor conhecido como Tatu atirava com o 38. Outro menor estava no carro com eles. O carro, segundo explicou o comandante, Rebert conseguiu por empréstimo de um amigo.

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