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SUS reforça resposta aos impactos do calor extremo no Sudeste

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O El Niño está em nível forte, com alta probabilidade de chegar a “muito forte” em setembro e se estender até março de 2027. No Sudeste, o fenômeno eleva as temperaturas acima da média e aumenta o risco de ondas de calor e temporais em períodos específicos. Para reduzir os impactos à saúde, o Ministério da Saúde atua na preparação e resposta, nos níveis nacional e regional, com os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC) e as bases descentralizadas da Força Nacional do SUS (FN-SUS). O cenário foi apresentado nesta quarta-feira (16), durante coletiva de imprensa com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, técnicos da pasta e representantes da Fiocruz.

As ações no Sudeste incluem mais 764 Unidades Básicas de Saúde (UBS) resilientes entregues e em construção no âmbito do Novo PAC. As unidades são projetadas para resistir a eventos extremos, com terrenos seguros, energia solar, geradores e reserva hídrica para até 72 horas. A região também recebeu 1,3 mil ambulâncias do SAMU, 26 soluções de água potável em áreas indígenas e 2,1 mil cisternas no semiárido mineiro.

“É urgente avançar na adaptação climática porque as mudanças do clima estão afetando a saúde e levando pessoas à morte. A preparação é baseada na ciência e respeita os princípios do SUS. Uma das marcas do AdaptaSUS e do Plano de Ação de Belém é reconhecer que as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde pública, mas seus efeitos não são iguais para toda a população.” 

Para a região, há maior probabilidade de temperatura acima da média, com ondas de calor e temporais em períodos específicos. Esse cenário pode provocar impactos na saúde, como estresse térmico, sobrecarga cardíaca e respiratória, maior pressão para atendimentos de saúde e transmissão da dengue.

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Na região, foi implementado o Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) em Belo Horizonte (MG), que monitora extremos de temperatura e eventos pluviométricos intensos para orientar a preparação das redes locais. O centro apoia a atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), que conta com sua base regional no Rio de Janeiro.  

Em todo o país, estão previstas nove bases regionais da Força Nacional do SUS (FN-SUS) nas cinco regiões. As três primeiras já foram abertas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia, permitindo resposta a emergências em saúde em até 12 horas. Em 2026, a FN-SUS realizou 11 missões em oito estados, sendo cinco relacionadas a desastres. Foram mobilizados 139 profissionais de 14 categorias, com 4.899 atendimentos de saúde.

As medidas integram o AdaptaSUS, plano do Ministério da Saúde apresentado na COP30 para adaptar a rede pública às mudanças do clima e fortalecer a proteção das populações mais vulneráveis. A iniciativa prevê 27 metas, 93 ações e investimento de R$ 9,8 bilhões, com planejamento até 2035 para tornar o SUS mais resiliente.

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Rede assistencial

No Rio de Janeiro, a assistência é reforçada pelos Hospitais Federais de Bonsucesso, Cardoso Fontes e Andaraí, com reabertura de emergências 24h e ampliação de leitos de CTI e cirurgia. Além disso, a frota do SAMU 192 no estado recebeu reforço de veículos de renovação e expansão. 

Em todo o país, por meio do Novo PAC Saúde e do Programa de Reconstrução, o país conta com mais de 2,2 mil UBS resilientes entregues e em construção, além de 4,4 mil ambulâncias do SAMU, 20,8 mil cisternas e soluções para o acesso à água potável. 

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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