Pesquisar
Close this search box.

Teste de HIV poderá ser vendido em farmácia

publicidade


Rubi, de 22 anos, tinha um relacionamento com um rapaz aparentemente saudável e não usava preservativo durante as relações sexuais. Isso não parecia um problema para ela. Até que um dia uma amiga a chamou para ir até um posto de saúde que estava em campanha sobre doenças sexualmente transmissíveis. Depois de fazer o teste, sem desconfiar de nada, Rubi foi diagnosticada com Aids aos 17 anos. E desde então, ela vive na luta contra a doença.

A demora para descobrir ser portadora do vírus HIV é mais comum do que se possa imaginar, isso porque cerca de 143 mil pessoas desconhecem ser portadores do vírus HIV no País, segundo dados do Ministério da Saúde.

Visto o crescimento da doença em todo país, o MS solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamente a venda do exame de farmácia no País. A regulamentação abre assim, as portas para que o diagnóstico seja feito em total sigilo, até mesmo em casa. O objetivo da iniciativa é que mais pessoas fiquem sabendo se são portadoras do HIV e iniciem o tratamento.

O exame consegue detectar a presença do vírus a partir de amostra de fluido da gengiva ou da bochecha. O resultado sai em 30 minutos. Como em testes de gravidez, um risco vermelho indicará negativo; e dois riscos sinalizarão o resultado positivo. 

Diagnóstico 

Em Goiás, a média de casos de HIV notificados, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), é de 700 por ano. E, com base nos dados de 2014, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 12.804 pessoas possuem o vírus em Goiás. No Brasil, em 2003, eram 4.679 novos casos por ano. Hoje, a média é de 6.043 soropositivos diagnosticados por ano. Na população geral, de acordo com o Ministério da Saúde, quatro em cada mil pessoas são portadoras do HIV. Porém, cerca de 150 mil pessoas no Brasil não sabem que têm a doença.

Vale lembrar que a doença não se manifesta da mesma forma e no mesmo período nas pessoas que contraíram o HIV. Em diferentes idades também há diversas manifestações, diz a infectologistas e diretora técnica do Hospital de Doenças Tropicais de Goiás (HDT), Letícia Aires. O intervalo entre pegar o vírus e ficar doente com Aids leva, em média, cinco anos, explica a infectologista. 

Ela destaca que algumas pessoas podem manifestar a doença precocemente, enquanto outros podem levar mais que o prazo estimado. Letícia diz, ainda, que toda febre e diarréia constantes servem como alerta da evolução da Aids, e não do HIV. Perda de 10% ou mais do seu peso normal, repetição de infecções, pneumonia e suor noturno são outros sinais da doença, conta. A infectologista concluí dizendo que se uma pessoa se expôs a uma situação de risco, como manter relação sexual sem preservativo, em 30 dias poderá saber se houve a contaminação do HIV.  

No caso de Rubi, ela conta que não sentiu nenhum sintoma. “Acho que essa forma mais rápida de descobrir ser portador da doença é uma vantagem para as pessoas descobrirem o quanto antes”, afirma. Hoje ela conta que vive uma vida mais saudável e consciente da importância de se prevenir com o uso de preservativos.

Segundo o relatório deste ano, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), revela que, seguindo tendência mundial, entre 2004 e 2013 a incidência de aids em meninos entre 15 e 19 anos aumentou 53%, o que constitui um desafio para o país. Nessa faixa etária, a incidência do vírus em meninos é 30% maior do que em meninas. Além disso, meninos que fazem sexo com outros meninos têm 10 vezes mais chances de contrair o vírus da imunodeficiência humana (HIV) do que aqueles que não recorrem à prática homossexual.

O Hoje

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

RELACIONADAS