Parece incrível. E é: todos os vereadores de Centralina, município mineiro distante 668 quilômetros da capital Belo Horizonte, foram detidos. Isso mesmo: você leu bem, presos. Motivo: suspeita de desvio de dinheiro público.
Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais – a operação Fantasma – realizada em 19 de janeiro chegou a prender quatro membros do legislativo.
O restante foi preso depois, caso também de um ex-vereador e um servidor da Câmara.
Os quatro primeiros já foram soltos. Para isso, renunciaram ao cargo. E realizaram acordo para ressarcir o que tiraram de Centalina de forma ilegal.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu mais cinco vereadores na última quinta-feira.
A lista de ilícitos e crimes é extensa: recebimento de diárias de viagens que não ocorreram, desvio de recursos e formação de associação criminosa. Peculato e lavagem de dinheiro entram na lista das falcatruas.
Com dez mil habitantes, a cidade do triângulo mineiro ficou chocada com a repercussão das prisões. À beira dos rios Paranaíba e Piedade, não foi difícil encontrar nos bares da cidade centralinenses revoltados: “Vamos jogar todos no rio”, disse uma moradora.
Na última leva de prisões, em que cinco foram detidos, sobrou cadeia para o vice-presidente Ismael Pereira Peres (PT), Wandriene Ferreira de Moura (PR), Sonia Martins de Medeiros Rosa (PP), Rodrigo Lucas (SDD) e Cleison Vieira (PDT).
O presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, nunca teve tanto político junto.
Caso sejam condenados, os vereadores da cidade mineira podem reivindicar alguma honraria do mundo do crime. Talvez como o poder legislativo mais corrupto do planeta.











































