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Três kalungas de uma comunidade quilombola são infectados por Covid-19 em Goiás

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Uma cuidadora de idoso, de 32 anos, moradora de uma comunidade kalunga, no Norte do Estado, localidade que abriga os quilombos mais isolados do país, foi contaminada pelo Covid-19 (novo coronavírus). A mulher trabalha em Brasília, no Distrito Federal, com um idoso que atualmente está internado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) daquela cidade por causa do novo vírus.

Além da cuidadora, o marido dela, de 29 anos, e o filho do casal, de 1 ano e 4 meses, também foram contaminados. A família mora numa comunidade quilombola em Teresina de Goiás. Nessa comunidade moram 150 famílias. Mais duas cidades vizinhas, Cavalcante e Monte Alegre, abrigam quase 2 mil famílias de kalungas, distribuídas em vários quilombos.

O secretário municipal de Saúde de Teresina de Goiás, Joseme Pereira Lopes, disse que a mulher apresentou os sintomas assim que voltou para casa após retornar num período de folga do trabalho.

“Ela apresentou os sintomas logo nos primeiros dias. A nossa equipe se deslocou até a sua residência e os colocou em isolamento, prestando toda a assistência necessária à essa família. Encontram-se também em isolamento mais três pessoas da comunidade por ter tido contato com essa família”, explicou Lopes.

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A cidade de Teresina fica a 489 quilômetros de Goiânia, capital do estado, onde estão concentradas grande parte dos hospitais estaduais e municipais, e a maior quantidade de leitos de UTI estão na Região Metropolitana.

Isso agrava a preocupação dos moradores da comunidade que podem precisar de atendimento médico de alta complexidade depois da entrada do vírus no quilombo. Em Teresina de Goiás, a estrutura hospitalar é de um Pronto Socorro médico e duas unidades básicas de saúde, mas não dispõem de nenhum leito especial.

A Secretaria de Saúde estadual disse em nota que se reunirá na próxima segunda-feira (25) com a prefeitura de Teresina de Goiás, a Coordenação Nacional dos Povos Quilombolas (Conaq), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds) e representantes da comunidade quilombola, para realizarem um levantamento da situação dessas comunidades. Com G1

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