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“Vamos com tudo até conseguir a liberdade do nosso país”, diz Guardió após voltar à Venezuela

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O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, voltou à Venezuela nesta segunda-feira (4), para participar das manifestações contra o governo de Nicolás Maduro.

Ele foi recebido por uma multidão no Aeroporto de Maiquetía, que atende a capital, e depois foi até uma praça onde era esperado por seus apoiadores.

O retorno do opositor de Maduro contraria ordem judicial que o proibia de deixar o seu país. Durante a última semana, ele se reuniu com os presidentes de Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador. Em sua fala em Caracas, Guaidó afirmou que seu passaporte ficou “intacto” ao voltar, apesar do descumprimento da ordem do tribunal controlado por Maduro.

“Entramos na Venezuela como cidadãos livres, que ninguém nos diga o contrário. Já sentindo o sol de La Guaira, o brio da cidade que nos esperava aqui”, escreveu também no Twitter. O autoproclamado presidente interino agradeceu a ajuda dos países vizinhos e pediu que os apoiadores não cedam à desesperança. “Hoje a Venezuela insiste em avançar”, disse.

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Guaidó destacou que 700 militares desertaram das forças armadas e que “cínicos” dizem que é pouco, mas afirma que muitos mais devem desertar. Ele diz que 80% dos militares apoiariam a saída de Maduro e uma transição à democracia, segundo conversas que teve.

No domingo (3), Guaidó disse ter dado instruções para aliados internacionais caso seja preso.

“Se o usurpador (Maduro) e seus cúmplices ousarem tentar me deter, será um dos últimos erros que estarão cometendo. Deixamos um caminho claro, com instruções claras a serem seguidas por nossos aliados internacionais e irmãos parlamentares. Estamos muito mais fortes do que nunca e não é hora de fraquejar”, afirmou.

O retorno de Guaidó, que na semana passada também visitou Colômbia, Brasil, Paraguai e Argentina, representa um desafio para Nicolás Maduro, que terá de decidir se vai mandar prendê-lo e provocar uma forte reação internacional, ou deixá-lo ficar no país com tranquilidade, minando a autoridade do Poder Judiciário.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela é reconhecido por mais de 50 países como presidente da Venezuela, e saiu do país no dia 23 de fevereiro, para capitanear uma tentativa – frustrada – de envio de ajuda humanitária ao país a partir da fronteira com a Colômbia. Em seguida, partiu para um giro pelo exterior em busca de apoio à oposição ao governo de Maduro.

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O vice-presidente americano Mike Pence postou no Twitter nesta segunda que o retorno seguro do opositor de Maduro à Venezuela é da “mais alta importância” para os EUA e ameaçou com “rápida resposta” se houver qualquer tipo de ameaça ou intimidação contra ele.

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