O coronel Victor Dragalzew, superintendente de Administração Penitenciária do Estado de Goiás, foi exonerado do cargo, conforme Diário Oficial do Estado publicado na última segunda-feira (24). Segundo consta no texto, a medida foi tomada a pedido do próprio superintendente.
A saída ocorre após polêmica por suspeita de privilégio ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que recebeu tornozeleira eletrônica cedida por Goiás.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou que ainda não há um sucessor.
Toda a polêmica começou após Loures receber, no dia 1° de julho, em Goiânia, uma tornozeleira. Alguns dias depois Ministério Público do Estado de Goiás abriu um inquérito objetivando apurar se o ex-deputado havia sido privilegiado ao receber o equipamento, uma vez que o Estado de Goiás sofre com a falta do aparelho de monitoramento eletrônico.
O promotor de Justiça responsável pelo caso, Fernando Krebs, chegou a ouvir o coronel Dragalzew a fim de que ele prestasse esclarecimentos sobre o fato, e na ocasião ele apenas declarou que “se houver irregularidade no empréstimo, a gente vai desfazer”. Porém, o MP-GO liberou o teor da declaração. Segundo o documento, Dragalzew disse que não sabia quem receberia o equipamento.
O então superintendente já havia explicado que o pedido da tornozeleira foi feito pelo Departamento Nacional Penitenciário (Depen) e que Loures não furou fila ao receber o equipamento. Na ocasião, ele também afirmou que não faltavam aparelhos de monitoramento de presos em Goiás.
Diante da polêmica pela cessão do equipamento a Rocha Loures, a SSPAP encaminhou ofício à Polícia Federal e ao Depen solicitando aos órgãos que se responsabilizassem pela cessão da tornozeleira.






































