Pesquisar
Close this search box.

MPF questiona bônus em nota

publicidade


A polêmica instaurada em Goiânia após o pedido do colégio WR à Universidade Federal de Goiás (UFG) sobre uma possível bonificação aos estudantes goianos ganhou novos rumos. Dessa vez para fora do Estado. A justificativa, na época da solicitação por um critério de desempate, era que outras instituições de ensino federais atribuem essa vantagem aos candidatos que residem próximo às Universidades. É o caso do Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Tocantins.

Por essa razão o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) enviou uma representação, protocolizada na Procuradoria da República em Goiás (PR/GO), às Procuradorias da República desses Estados para questionar o critério de seleção.

“Recebemos a representação de um cidadão goiano questionando o fato da UFG não criar critérios que privilegiam o Estado de Goiás e outras Universidades estarem utilizando esse artifício. Por isso eu encaminhei essa representação aos meus colegas que atuem na educação daquelas regiões”, explicou a procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira.

Posteriormente, segundo ela, será instaurado um procedimento no qual as respectivas instituições de ensino superior de cada um dos um dos Estados serão ouvidas.

A procuradora da República, porém, já deixou claro o seu posicionamento: é contrária à bonificação. “Eu entendo que a posição da UFG é a mais correta. Você não pode discriminar o que a Lei não o faz. Tanto é que impera na Constituição Federal o princípio da isonomia, e da universalidade, porque a universidade pública tem que ser igualitária e gratuita. O Ministério Público também concorda com essa posição”, argumentou.

 

Dono de escola alegou êxodo de goianos

No dia 11 de junho, um dos sócios do Colégio WR, Rubens Ribeiro Guimarães, encaminhou uma carta à Universidade Federal de Goiás (UFG) pedindo que estudantes goianos tivessem 20% a mais na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porta de entrada para os cursos da instituição. A justificativa, segundo ele, é que isso evitaria a saída de estudantes para outros Estados, “preservando ele (o aluno) aqui, perto da mãe dele”.

A UFG negou o pedido. Em entrevista ao Jornal O Popular no dia 19, o reitor Orlando Amaral afirmou que a filosofia da instituição é, justamente, a pluralidade. “É salutar que estudantes goianos convivam com estudantes de outras regiões. O ambiente universitário é plural e diversificado em vários aspectos, inclusive nesse. Os goianos competem, e muito bem, com outras regiões.”

Com informações de O Popular com adaptações

 

    

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

RELACIONADAS