Um bebê de 1 ano e 9 meses, identificado como Ravi Oliveira Dias, morreu na tarde desta quarta-feira (27) após ser atingido no pescoço por uma linha de cerol no bairro Arvoredo II, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O acidente ocorreu por volta das 12h59, na Rua Treze, conforme registrado pelo 34º Batalhão da Polícia Militar. Ravi brincava em um velotrol, acompanhado da irmã mais velha, Nahuana de Oliveira Santos, de 21 anos, quando a linha cortante, que estava enroscada em uma motocicleta que passava pelo local, atingiu o pescoço da criança.
Com o impacto, a vítima sofreu um corte grave no pescoço. Ravi chegou a ser socorrido e encaminhado à UPA Santa Terezinha, em Belo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos. A causa da morte foi confirmada como corte provocado por linha com cerol.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou nesta quinta-feira (28) a prisão em flagrante de um jovem de 19 anos, suspeito de homicídio culposo. O suspeito confessou que soltava pipa na região quando ocurrió o acidente.
O homicídio culposo ocorre quando não há intenção de matar, mas o resultado fatal acontece por negligência, imprudência ou imperícia. A perícia da Polícia Civil esteve no local e recolheu o material utilizado pelo suspeito. O caso segue sendo investigado para esclarecer todas as circunstâncias da morte da criança.
O uso de cerol é crime previsto no artigo 132 do Código Penal, que trata de expor a vida de outras pessoas a perigo direto e iminente. A pena pode ser de três meses a um ano de prisão. Se resultar em morte, o responsável pode responder por homicídio culposo. Em Minas Gerais, a venda e o uso de linhas cortantes são proibidos.
A irmã do bebê, Nahuana, testemunhou o acidente e desabafou sobre a tragédia. “Isso não é uma fatalidade”, disse ela, defendendo que o caso não seja tratado como um acidente, mas como consequência do uso ilegal de linhas cortantes. Em outra declaração, questionou: “Quantos mais vão morrer?”.
O corpo de Ravi foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) André Roquette para necropsia e depois liberado para o sepultamento. O velório aconteceu nesta quinta-feira (28) em Belo Horizonte, e o enterro foi realizado no Cemitério da Paz.
Este caso reacende o debate sobre a necessidade de maior fiscalização e punição para quem utiliza cerol, uma prática que já vitimou diversas pessoas em todo o país.
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