Assim que o promotor de Justiça da comarca de Jaraguá determinou que a Polícia Militar (PM) realizasse rondas nas imediações da cadeia da cidade, no sentido de dar mais proteção aos detentos do regime semiaberto, parte da população questionou a ação do Ministério Público (MP).
Dezenas de reeducandos foram até uma emissora de rádio local para dar entrevista, onde cobraram mais proteção ao MP, principalmente nos horários de entrada e saída do albergue, na parte da manhã e à noite.
Após a morte de três reeducandos na cidade, sendo dois deles em menos de 15 dias, o Ministério Público requisitou à Polícia Civil que aprofundasse às investigações no sentido de prender os autores dos crimes.
Foram quatro assassinatos em apenas um mês, e oito já registrados no ano.
À PM, o MP determinou que as rondas nas imediações da cadeia fossem realizadas diariamente, o que contrariou alguns membros da instituição de segurança pública.
Para alguns policiais, a medida visa dar proteção ao preso, enquanto que outros bairros da cidade ficam à mercê, sem viatura no horário. A “polícia não pode fazer o trabalho de babá de presos”, dizem alguns membros da segurança.
Perante a lei, todos são iguais, independente de estar livre ou preso, e que o Estado é guardião dos direitos individuais e coletivos, e que, porém, ninguém pode ser vítima de uma justiça que não venha do estado, ou seja, para o promotor, é inaceitável que as pessoas morram por que cometeram algum tipo de crime, se referindo aos assassinatos de albergados.
Se o policiamento nas imediações da cadeia pode resultar em mais segurança para os detentos do semiaberto, o promotor disse que nem sempre, já que os crimes praticados contra a vida de alguns deles poderiam ter acontecido em outros locais, e que não são todos os albergados que serão vítimas, já que os que foram mortos certamente cometeram crimes no passado, e que possivelmente foram alvos de represália, casos que serão investigados, disse.
Um dia após o assassinato de um albergado, dois presos fugiram da cadeia devido a uma possível falha na segurança, onde um portão do pátio interno acidentalmente teria sido deixado aberto.
Ainda, segundo o promotor de justiça Everaldo Sebastião de Souza, o estado é inoperante nas políticas de segurança pública em Goiás, se referindo ao caso de Jaraguá, onde há a construção de uma cadeia parada há mais de quatro anos sem que o governo conclua as obras.
Enquanto isso, a onda crescente de crimes na cidade aponta uma segurança que precisa de melhoria por parte do governo, a começar pela construção de um novo presídio, e do aumento do efetivo policial, situação também criticada pelo promotor, e que precisam de soluções.
JN














































