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Missa sertaneja celebra revitalização de igreja bicentenária em Pirenópolis

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A Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, em Pirenópolis, na região do Vale do São Patrício passou por uma revitalização após cinco sem reparos. Para celebrar a conclusão dos trabalhos na paróquia bicentenária, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1990, será realizada uma missa sertaneja nesta sexta-feira (21), às 19:30 horas.

A cerimônia, que será aberta à comunidade, seguirá as tradições católicas, mas vai ressaltar os valores do sertão, com canções típicas que retratam a vida religiosa do homem do campo.

As obras começaram na última sexta-feira (14). Os trabalhos envolveram cinco pintores, um engenheiro, além da arquiteta Juliana Mesquita, responsável pelo projeto. Ela explica que, por ser uma igreja inserida no Conjunto Arquitetônico, Urbanístico, Paisagístico e Histórico da cidade de Pirenópolis e tombado pelo Iphan, foram seguidas uma série de recomendações. Dentre elas está à manutenção da cor original, com tinta cor branco neve nas alvenarias, azul claro e escuro nas molduras, nas portas e nas janelas. Antes do início do trabalho, técnicos do Iphan fizeram testes de cores das tintas.

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Revitalização

Conforme a arquiteta, a igreja também passou por uma revitalização na área externa de 508 metros quadrados para manter sua forma original desde a construção, há mais de 260 anos.

“Cuidamos da grama que estava seca, colocamos estacas para fazer o isolamento da entrada de carros. Já a pintura retirou pichações nas paredes, além do desbotamento por causa do sol”, lembra.

Ainda sobre a pintura, Juliana destacou que foram gastos cerca de 140 litros de tinta, entre esmaltes sintéticos e tinta lisa. As paredes receberam raspagem da camada que estava mofada e desbotada, e recebeu o banho de tinta no final.

A paróquia, que é uma das mais tradicionais de Pirenópolis, foi construída por escravos nos anos de 1750, trazida de Salvador pelo Sargento-mor Antônio José de Campos. Sua conclusão ocorreu quatro anos depois, em 1754. A arquitetura típica da colônia portuguesa foi restaurada mudando sua aparência primitiva em 1887, tendo sua forma restaurada em 1937.

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