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Candidatos ao governo devem gastar 40% menos

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Com a proibição de doações de empresas para campanhas eleitorais, os pré-candidatos ao governo do Estado estimam gastar neste ano 61,1% do declarado pelos candidatos na eleição de 2014. Enquanto os cinco que mais gastaram há quatro anos declararam, juntos, R$ 51,2 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em valores corrigidos pela inflação do período, cinco dos oito possíveis candidatos ao pleito deste ano preveem custos somados de R$ 31,3 milhões.

Em comparação à última eleição, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) sozinho declarou ao TSE R$ 31,8 milhões, valor corrigido pela inflação. Juntos, Daniel Vilela (MDB), José Eliton (PSDB) e Ronaldo Caiado (DEM), que pretendem gastar cada um o limite de R$ 9,1 milhões estabelecido para este ano, devem declarar custos de, no máximo, R$ 27,3 milhões.

Se um eventual segundo turno envolver dois desses três pré-candidatos, cada um deles poderá gastar, no máximo, mais R$ 4,5 milhões, visto que o limite previsto na lei eleitoral é de 50% do que foi gasto pelo candidato no primeiro turno. Logo, somados, os dois candidatos do segundo turno terão à disposição o montante máximo de R$ 27,3 milhões, o que representa pouco mais da metade dos R$ 43,2 milhões declarados por Marconi e Iris Rezende (MDB), que disputaram o turno final do pleito de 2014.

O jornal O Popular entrou em contato com todos os sete pré-candidatos ao governo do Estado, via assessoria de imprensa ou coordenação de campanha. Além de Daniel, Eliton e Caiado, apenas as campanhas de Paulo Beringhs (Patriota) e Wesley Garcia (PSOL) deram previsões de gastos. O presidente do Patriota em Goiás, Raniery Nunes, diz que a previsão é gastar cerca de R$ 4 milhões na campanha de Beringhs.

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O valor representa quase metade do valor total que o Patriota tem para aplicar em todas as campanhas no Brasil – a sigla terá R$ 9,9 milhões dos R$ 1,7 bilhão do fundo eleitoral. Questionado a esse respeito, o presidente diz que deve-se levar em consideração também o que será arrecadado pela doação de pessoas físicas, via “vaquinha on-line”, e também nas coligações a serem feitas.

Dos partidos com pré-candidatos ao governo do Estado, MDB, PT e PSDB são os que receberão as maiores quantidades de recursos do fundo nacionalmente: R$ 234,2 milhões, R$ 212,2 milhões e R$ 185,9 milhões, respectivamente. Contudo, nenhuma legenda ainda definiu como esse dinheiro será dividido entre todas as campanhas no País.

Em Goiás, o PT aguarda reunião a ser realizada com a direção nacional na sexta-feira (3), em Brasília. De acordo com a presidente petista e pré-candidata ao governo, Kátia Maria, apenas nessa conversa é que será decidido qual o critério usado para a divisão do montante oriundo do fundo eleitoral. “A prioridade será a campanha do presidente Lula e, depois, a divisão entre os Estados”, relata. Em tom de brincadeira, ela diz que, se tive escolha, dirá que quer os R$ 9,1 milhões, se referindo ao limite de gastos de campanha no primeiro turno.

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Com menos dinheiro, como já mostrou O Popular, os candidatos devem apostar em estratégias diferentes de campanha, amparada principalmente no boca a boca e nas redes sociais.

 

Limite

O teto de gastos estabelecido pela reforma eleitoral de 2016 leva em consideração o número de eleitores. Em Estado como Goiás, que tem mais de 4 milhões e menos de 10 milhões de eleitores, o limite é R$ 9,1 milhões para a campanha ao governo, R$ 3,5 milhões ao Senado, R$ 2,5 milhões à Câmara Federal e R$ 1 milhão à Assembleia Legislativa.

Os valores do fundo podem receber complemento de recursos arrecadados pelos candidatos via doações de pessoas físicas. Cada pessoa pode doar até R$ 1.064,10 às campanhas.

Jorge Guimarães, coordenador da campanha de Wesley Garcia (PSOL) ao governo, relata que os recursos do partido serão limitados e que a sigla deve receber apenas R$ 14 mil de fundo eleitoral. Dessa forma, ele espera dobrar esse valor com doações da militância. “São recursos escassos, pois não fazemos acordos para ter que pagar a conta depois, como é prática em outros partidos”, afirma.

O jornal o Popular entrou em contato com a coordenação de campanha de Marcelo Lira (PCB), mas não recebeu resposta sobre a previsão de gastos até o fechamento desta matéria.

candidatosDa Redação com O Popular

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