O desaparecimento do estudante Murilo Ramos de Souza, de 25 anos, morador de Itapuranga, está sendo investigado por equipes policiais de Ceres, Anápolis e Itaberaí e, na manhã desta sexta-feira (2) o delegado Kleber Toledo concedeu uma entrevista coletiva, onde foram repassadas algumas informações obtidas até o momento.
Segundo o delegado, Murilo teria combinado de se encontrar com uma jovem na noite de sábado (26). Ele a buscaria em Ceres, cidade vizinha, para ir a um mirante da cidade.
“Ele teria pedido para ela levar ‘bala’ para eles usarem à noite, mas ela disse que não teria como. […] Ela teria dito que estava em Rianápolis, precisaria conseguir uma carona até Ceres, onde ele a buscaria para irem ao mirante”, contou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, Murilo pediu o carro do pai emprestado e saiu, por volta de 20h40, foi ao espetinho em que foi visto pela última vez na cidade, jantou e seguiu em direção a Ceres, sozinho.
O delegado informou que, segundo testemunhas que estavam no mirante de Ceres naquela noite, Murilo chegou ao local sozinho, foi conversar com quatro rapazes e, logo depois, os cinco entraram no carro do jovem – com ele ao volante – e foram embora.
“Dá-se a entender que ele deve ter perguntado se algum dos rapazes tinha droga. Provavelmente, eles disseram que não, mas que sabiam onde conseguir. Esses quatro já estavam com a pretensão de roubar um veículo – qualquer veículo – para quitar uma dívida que tinham com uma pessoa ‘acima’ deles e aproveitaram a oportunidade”.
“(Murilo) estava no lugar errado, na hora errada”, completou o delegado, que informou que as investigações continuam para esclarecer alguns pontos sobre o caso. Por exemplo, quando ou onde teria sido dada a voz de assalto no caminho entre o mirante de Ceres e Anápolis, onde os quatro suspeitos do roubo do carro morreram em troca de tiros com a Polícia Militar.
O delegado lembra que uma denúncia anônima foi feita à PM naquela noite informando que o carro havia sido roubado e, por meio de uma interceptação telefônica, a corporação teria ouvido que os autores estariam a caminho de uma residência em Anápolis.
Os policiais militares foram para o endereço, onde não havia ninguém, esperaram a chegada dos autores, que atiraram contra os PMs e morreram nessa troca de tiros, de acordo com os registros policiais.
O carro, na ocasião, foi apreendido e passa por perícia. O delegado afirmou que pediu urgência nos exames de sangue que foram encontrados no veículo, pois depende deles para saber se o sangue é do Murilo.
Murilo era conhecido na cidade e o desaparecimento dele tem mobilizado muitos moradores de Itapuranga. Vizinha do rapaz, Neusa de Souza falou sobre a repercussão do caso.
“Está todo mundo doente aqui na cidade. Tem três dias que eu não dou conta nem de trabalhar. Quero saber notícia, tenho vontade de ir atrás para ajudar, mas não pode”, afirmou.
O comerciante Leomar Pereira Mendes também disse que não se fala em outra coisa pela cidade. “Nas redes sociais todo mundo compartilhando, ajudando de todas as formas possíveis”, afirmou.
Walter Queiroz, que é radialista na cidade, conhece Murilo e também torce para que ele seja localizado logo e bem. “Trabalhava com o pai dele, é um menino 100% bom, todas as pessoas gostam dele demais da conta”, afirmou.
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