O candidato a deputado federal, o ex-senador Demóstenes Torres (PTB) declarou patrimônio de R$ 2,51 milhões ao registrar candidatura na Justiça Eleitoral. O valor representa 571% de aumento desde 2010, quando declarou bens de R$ 374,9 mil.
O petebista disse à um jornal da capital que o atual sistema da Justiça Eleitoral não permite que dívidas sejam declaradas. Ele afirma que o maior acréscimo é de seu apartamento, no valor de R$ 1,2 milhão, mas que não é quitado e não foi pago integralmente por ele – R$ 400 mil foram pagos pela mulher, Flávia Coelho, o restante financiado em 30 anos, segundo o ex-senador.
“Passei toda a sexta-feira tentando encontrar uma alternativa em contato com o Tribunal Regional Eleitoral e advogados eleitorais. Mas basta checar na Receita Federal o que estou dizendo”. Ele alega também que há empréstimo de R$ 400 mil que ele tem de pagar. “Meu patrimônio de fato é em torno de R$ 1,1 milhão”, completa.
Em 2012, Demóstenes teve o mandato de senador cassado por conta do envolvimento com o escândalo do caso Cachoeira. O petebista conseguiu reverter a inelegibilidade depois do arquivamento dos processos por conta das provas consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal Federal.
Em 2002, quando foi eleito para o primeiro mandato de senador, ele afirmava ter R$ 269 mil. A legislação eleitoral não exige atualização dos bens conforme valor de mercado ou inflação.









































