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Após defender indicação de evangélico na Corte, Bolsonaro rifa Moro como ministro no STF

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Um dia após defender a indicação de um evangélico para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro não garantiu, neste sábado, que vai indicar o ministro da Justiça, Sergio Moro, para a próxima vaga que abrir na Corte, como havia dito anteriormente. Questionado se a fala do dia 31 de maio em Goiânia implicaria que o nome de Moro estava descartado, Bolsonaro afirmou que apenas defende alguém com o “perfil” do ministro.

“Sempre falei, durante a pré-campanha minha e campanha, que queria alguém no Supremo do perfil do Moro. Nada além disso” disse Bolsonaro, após um almoço na casa de um colega militar. 

No mês passado, em uma entrevista à rádio Bandeirantes, Bolsonaro disse que tem um “compromisso” de indicar o ministro para a primeira vaga que abrir no STF. Dias depois, em uma transmissão nas suas redes sociais, o presidente negou a existência de um acordo com Moro, mas afirmou que, se tivesse que indicar alguém hoje para a Corte, indicaria ele.

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No sábado, 1º/6, Bolsonaro disse que só revelará sua indicação em novembro do ano que vem, em referência ao mês em que o atual decano do tribunal, ministro Celso de Mello, completará 75 anos e terá que se aposentar. 

No dia 31 de maio, durante a Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira, em Goiânia, o presidente sugeriu que é o momento de o Brasil ter um ministro do STF declaradamente evangélico. Ele criticou a possibilidade da Corte enquadrar a homofobia como crime de racismo e afirmou que o STF, ao tratar do tema, “ao que parece, quer legislar”.

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