O Ministério Público de Ceres, irá investigar possíveis irregularidades com a área cedida a Polícia civil (PC) de Ceres para a construção da sede própria. Um ofício foi protocolado nesta quinta-feira (29), na 2 ª Promotoria de Justiça de Ceres/GO, de autoria do promotor de justiça Marcos Alberto Rios, alegando que a área cedida a Policia seria uma área para construção de um espaço de recreação para os alunos do Colégio Estadual de Período Integral.
Segundo o documento em de agosto de 2020, esta Promotoria de Justiça, teve conhecimento de que o Governo Estadual teria doado a área destinada ao Colégio João XXIII para a construção da sede. “Em meados de agosto de 2020, esta Promotoria de Justiça, teve conhecimento de que o Governo Estadual tomou a lamentável iniciativa de ceder a área destinada a equipamentos educacionais do Colégio João XXIII, para que a Polícia Civil do Estado de Goiás, construa no local a nova sede de sua Delegacia Regional.”
Sucede que, tal estabelecimento, trata-se de um CEPI – Colégio Estadual de Período Integral, onde os alunos permanecem durante o dia todo, na área em questão, já existem tratativas junto ao Governo Federal, para a construção de um anfiteatro, uma piscina e uma biblioteca.
O promotor relata que mesmo após as argumentação da diretora do colégio, o delegado Dr. Mateus Costa Melo solicitou a chaves do local e disse que se o pedido fosse negado ele derrubaria o portão com as maquinas da prefeitura.
“No entanto, mesmo com os argumentos da diretora do estabelecimento, consta que o senhor delegado Dr. Mateus Costa Melo, de forma rude, solicitou a chave do portão que dá acesso à referida área, e como a diretora resistisse, anunciou que derrubaria o portão referido se fosse necessário, c a partir daí, utilizando as máquinas da prefeitura governada por seu primo Rafael Melo, passou a destruir tudo o que havia, inclusive as árvores que davam sombra no único espaço de lazer existente.”
O delegado Dr Matheus Melo agiu amparado por um documento de cessão, obtido pela área de patrimônio imobiliário do Governo Estadual, sem qualquer vistoria ou consulta à comunidade estudantil.
Caso a decisão se mantenha o Colégio de Ensino Integral está na iminência de perder o único espaço disponível, que não sejam as salas de aula, onde os alunos terão como espaço durante todo o dia. Se tornará impraticável o prosseguimento das atividades no prédio do referido estabelecimento, já que, será desumano manter-se adolescentes confinados o dia todo em suas salas de aula, sem dispor de qualquer espaço de lazer c cultura.
O promotor finaliza o ofício alegando que existem outros espaço na cidade de Ceres que serviram perfeitamente para a construção da nova sede da polícia sem prejudicar o funcionamento do colégio em questão. “Absolutamente desnecessária, já que, dentro do município de Ceres, o Estado de Goiás possui dezenas de imóveis ociosos, inclusive situados cm áreas nobres da cidade, onde a Polícia Civil poderia perfeitamente se estabelecer, sem provocar tal desastrosa intervenção na área do CEPI João XXIII.” Afirma o promotor
Confira o ofício na integra
Ofício 2PJ Marcley Rodrigues de Matos
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