A polícia reforçou neste fim de semana, os bloqueios nas estradas que ligam Cocalzinho a outras cidades. Os veículos que passavam próximo ao local das buscas por Lázaro Barbosa, de 32 anos, são parados e, alguns, revistados. A procura pelo foragido, suspeito de assassinar quatro membros da família Marques Vidal, em Ceilândia, em 9 de junho, seguiam intensas até a noite de ontem (19), por um efetivo de 270 policiais. Um dos agentes que atuam na fiscalização dos veículos entre Cocalzinho e Águas Lindas explica que “há o risco de as pessoas serem coagidas a levá-lo no porta-malas”. A estimativa é de que cerca de 10 carros sejam abordados por minuto nos dois sentidos da rodovia.
O agente preferiu não se identificar, mas confessou que grande parte dos motoristas deixa a área rural dos municípios de Girassol e de Edilândia devido ao medo do foragido. Outra ação recorrente é a migração para as áreas mais urbanas, devido à melhora no sinal de telefone.
O medo não se restringe mais aos moradores de Cocalzinho. A população de Águas Lindas também sofre constantemente com a tensão. Uma habitante, que preferiu não se identificar, confessou que teve até pesadelos com Lázaro. “Eu não vou mentir que tenho medo. Ninguém sabe realmente onde ele está, toda hora falam alguma coisa sobre ele estar em um local diferente. Ficamos preocupados de ele vir para Águas Lindas, porque é longe, mas, ao mesmo tempo, devido aos dias que ele está sumindo, ele pode conseguir chegar aqui”, afirma uma comerciante.
Apesar do clima de tensão entre os moradores de Cocalzinho e proximidades, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás afirma que as equipes “estão cada dia mais conhecedoras das peculiaridades da área de atuação e do perfil de ação de Lázaro”. Segundo destacam, a operação continua de forma intensiva com as polícias militar e civil de Goiás e do DF, Polícia Federal e Rodoviária Federal, além da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE-DF).
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