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Opinião

Atravessaram o Rubicão

O rio Rubicão, estabelecia a fronteira entre o território de Roma e a província de Gália Cisalpina naquela época e era proibido que os generais entrassem em Roma, era um ato de traição e declaração de guerra civil.

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O desfile de soldados e veículos de guerra em um dia não cívico e avisado de véspera soa como uma ameaça aos poderes Legislativo e Judiciário do Brasil, como se o Executivo fosse o beneficiário dessa afronta, pobre Bolsonaro, vive em um mundo próprio, bipolar. Essa ameaça que a soldadesca insistiu em fazer foi um movimento contra a Constituição, logo, um ato de traição. Contudo, soldado trair a Constituição e o próprio povo não é novidade neste país, só que a última foi em 1968.

Os militares atravessaram o Rubicão, tal como fez Júlio César em 10 de janeiro de 49 a.C., desrespeitando a lei estabelecida pelo Senado. Mas nosso presidente não é Júlio César, nem está à altura de um Nero de Hospício, e esses soldados estão distantes da gloriosa legião romana. Aliás, se os Almirantes da Marinha tivessem lido César, aquele tanque fumarento ficava na oficina ou desviava por um caminho anônimo, desmereceu o equipamento militar nacional na TV em cadeia global.

Para quem não conhece, o rio Rubicão, estabelecia a fronteira entre o território de Roma e a província de Gália Cisalpina naquela época e era proibido que os generais entrassem em Roma, era um ato de traição e declaração de guerra civil. O episódio histórico, registrado pelo historiador Caio Suetônio Tranquilo, que tornou famoso o rio, teve Caio Júlio César como protagonista, ao final das guerras gaulesas (58 a.C. – 51 a.C.). César percebeu o complô que o Senado armara contra ele, atravessou o rio para a guerra, quando, então, teria dito: anerriftho kubos!

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Uai, não foi “alea iacta est”? Não, não foi, disse em grego antigo, mas os historiadores traduziram para essa frase conhecida. Aliás, há discussão sobre a tradução de Suetônio: “iacta alea est”, provavelmente um erro de transcrição levou à perda da última letra, mudando “esto”, futuro imperativo segunda pessoa do singular, em “est”, indicativo presente da terceira pessoa do singular, assim “iacta alea esto” parece ser a frase correta, que traduzindo: que os dados sejam lançados!

Pensando bem, aquele tanque fúmido parece-se com a lógica ilógica da Petrobrás que quando se roubava, o diesel e a gasolina eram baratos e, depois, com o governo honestíssimo de Bolsonaro o preço subiu 51% e 40% só neste ano!? Com a crise energética para o fim do ano, a instalação de coletores de energia solar nas casas seria parte da solução, mas a equipe incompetente só pensa em termelétrica.

Se a inflação assusta, a condução da guerra contra uma doença evitável que acontece primeiro em outros países, a saber, da Europa, da América do Norte, e alguns da Ásia, é um desastre, uma incompetência gigante pela própria natureza, estratégicos trágicos que previram 800 mortes, mas devemos chegar a 800 mil mortos, em vão, se novos mutantes não aparecerem.

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Pensando melhor, atravessaram o Rubicão quando o presidente elegeu o governador Dória de São Paulo e o ministro Mandetta como inimigos, abandonando o bom senso que esses e muitos outros traziam à Pátria Amada. E até quando esperará o braço forte de deputados federais a mãe gentil?

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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