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opinião

O meu corpo não pertence àqueles que tecem abusos

Diga não à pedofilia.
Dhiogo José Caetano

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Que medo!
Não entendia o comportamento daqueles monstros que conviviam à minha volta.
Eu era simplesmente uma criança, mas, mesmo assim, aqueles seres me atormentavam.
Fui perseguido, obrigado a fazer coisas que nem mesmo eu sabia o que eram.
Mas, dentro de mim, sentia que era algo errado e que não deveria ser feito.
Porém, aqueles monstros me obrigavam, me ameaçavam, e eu era forçado a fazê-lo.
Eu me sentia culpado.
Tinha medo e vergonha também.
Mas me sentia coagido.
Dentro de mim, havia um desalinho, pois sabia que algo errado estava acontecendo e, ao mesmo tempo, tinha medo de contar e omitia para mim mesmo aquela cena terrível.
Não fui violentado, graças a Deus, mas foram inúmeras as vezes que me deparei com pessoas ditas honestas e humanas que olhavam para mim, uma simples criança, e diziam, olhando para seu membro genital: ” Eu deixo você pegar”.
Não foi uma só pessoa; foram algumas em momentos diferentes da minha vida.
Eu me sentia mal, me considerando culpado, um verdadeiro lixo.
Nada aconteceu no meu corpo físico, mas na alma ficaram as marcas de uma experiência que nunca será esquecida.
Fui utilizado como parte da fantasia sexual de indivíduos que se diziam humanos, mas que, na verdade, não passavam de seres irracionais, monstros da pior espécie.
Acreditava que tudo o que acontecera comigo era porque tinha que acontecer; mas viver tal experiência é um estigma que fica registrado na alma.
Ao longo da vida, encarei essa cruel realidade e sobrevivi e, hoje, busco defender pessoas que, como eu, foram traumatizadas por monstros que não respeitam ninguém.
Diga não à pedofilia.
Pois podemos ver, ainda na atualidade, a coisa acontecer em todos os lugares e de variadas formas, mas com um único ser: os mais especiais, puros e frágeis também; as nossas crianças que são usadas e humilhadas por monstros em forma de seres humanos.
A cada esquina, um olhar enigmático, mas insano!
A cada passo, um medo e, na garganta, um sufoco.
A cada momento, nada se pensa sobre o que aconteceu; nosso corpo pode pertencer a quem tece abusos.
Mas tudo silencia e nada nos descansa quando surge um novo dia e alguém se apropria da doçura da alma de uma criança.
Por isso, respeite as crianças.
Seja humano e coloque-se no lugar delas; assim, você verá, ou melhor, sentirá na pele o medo e o desalinho da alma.
Dhiogo José Caetano

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